UMA CAPELINHA FEITA PARA ORAR
Bia Botana
Eu introduzo este texto contando que se origina de um comentário que fiz já tem alguns dias no reel do Instagram abaixo.
(Reel parcial do Instagram)
O interessante foi que meu comentário o
gerou um debate animado entre dezenas de participantes, demonstrando que há vida inteligente nas redes sociais quando o discurso de ódio e textos fabricados por Inteligência Artificial dão lugar a mentes pensantes humanas. Respondi a todos comentários que surgiram e respondo os que continuam surgindo com muita satisfação.
Assim o texto abaixo será uma edição desses comentários e de fotos ilustrativas que garimpei na Internet.
Eu fiz a minha primeira visita à Capela de Santa Luzia no dia 20 de maio de 2026, quando eu encontrei uma capelinha feita para orar. A Capela de Santa Luzia era parte da Maternidade Filomena Matarazzo, a Dona Filly comi era chamada a esposa do grande empresário paulista Francesco Matarazzo, o fundador em 1909 do Hospital Umberto Primo, mais conhecido como Hospital Matarazzo. (Link 🔽 em Referências sobre a história do Hospital Matarazzo disponível)
(Fotos antigas do Hospital Matarazzo)
No dia 25 de maio de 2026 vi a postagem do reel da Cidade Matarazzo e dei início a uma provocação que levasse às pessoas refletirem sobre o que está além do que se vê com os olhos, que se pode ver apenas com o coração, com os olhos da alma, como diria Jesus. Espero que apreciem mais esta história que eu vou contar com a colaboração de todos que dela participaram.
25/05/2026
biabotana
O complexo da Cidade Matarazzo merece uma reflexão mais profunda adquirida não da visita de um dia, mas de várias. Eu me admiro que o autor deste vídeo @andersondieguez, o qual mais parece uma peça de propaganda excelente com IA, não tenha mencionado a Capela de Santa Luzia, a santinha católica da "luz e da visão", neste tempo em que a maioria das pessoas apesar de possuírem visão estão sofrendo de cegueira, pois se deslumbram com uma realidade de super luxo e sua luz falsa e só desejam participar de um mundo de quimera. Eu estive lá por três dias e fui obrigada a refletir e ainda eu estou refletindo sobre a importância para São Paulo do antigo Hospital Umberto Primo, da Sociedade Italiana de Beneficência, idealizado em 1904 pelo industrial Francesco Matarazzo, mais conhecido como "Hospital Matarazzo", cuja Capela de Santa Luzia foi integrada em 1922, ao lado da maternidade. Este complexo hospitalar atendeu no período de seu funcionamento por décadas um incontável número de doentes que preservaram suas vidas, trouxe ao mundo um outro número incontável de crianças paulistana, que a partir de 1922 seriam batizadas na singela capela de estilo neoclássico toscano. O serviço prestado pelo complexo do Hospital Matarazzo à cidade de São Paulo é de incalculável valor material e, especialmente, espiritual. Hoje, a Cidade Matarazzo é um monumento à ostentação do ultra luxo, vendendo uma luminosa ilusão, seu propósito é despertar os pecados da luxúria e da inveja promovendo uma exclusividade para quem faz parte de 1% da população mundial. É preciso ter um espírito forte para não ser atingido pela tentação, não se sentir humilhado por não ter como ingressar na exclusividade que é vendida e entender que não passa de um museu de luxo em que nada se pode adquirir apenas ver sem tocar. Ao meu ver transformaram o passado valoroso do Hospital Matarazzo, que sempre será lembrado por seu serviço prestado à população paulistana numa ilusão efêmera, patrocinada com o dinheiro chinês a um visionário megalomaníaco, cujo atual endividamento crescente pode levar o empreendimento à sua prematura ruína.
laura.pezzi.14
@biabotana sim você também tem razão!
mariafernandabianchi1955
@biabotana quem iria sustentar um complexo médico desse porte?
biabotana
@mariafernandabianchi1955 que tal os banqueiros como os Setubal ou os Safra, Jorge Paulo Lehmann e outros bilionários que ganharam milhões em São Paulo. A lista é grande. A dívida do empreendimento Cidade Matarazzo de Alexandre Allard de
R$ 340 milhões com o Banco Master do problemático banqueiro Daniel Vorcaro é o calcanhar de Aquiles deste templo de ultra luxo que compromete este empreendimento babilônico. O tempo dirá...
helena_valeria_goncalves
ainda assim, melhor com esse empreendimento, a ruína que estava.
biabotana
@helena_valeria_goncalves
aparentemente o dinheiro público
(IPTU) da prefeitura para embelezar a Al. Rio Claro com calçadas decorativas ajardinadas e os proprietários de imóveis adjacentes podem ter ganho com a valorização imobiliária, ainda em dúvida, pois pagaram o preço antecipado durante os anos para a construção do empreendimento em sua maior parte construído do zero. Se os descendentes da família Matarazzo, especialmente os descendentes de Angelo Andrea Matarazzo, tivessem negociado com a prefeitura de São Paulo e com o então governador de São Paulo João Dória um empreendimento de espaço cultural como o Itaú Cultural, talvez conservando o legado dos irmãos Matarazzo, a história não só seria preservada como a verdadeira história da família Matarazzo seria contada e honrada pelo feito de ter tido relevante participação na história paulistana.
26/05/2026
marilugussoni
@biabotana vc podia ver um pouco além desse cenário que descreveu, pois tudo pode se desdobrar um muitas camadas dessa cidade multifacetada.
biabotana
@marilugussoni eu não sei quanto s você, mas eu nasci na Maternidade Pro-Matre na Av. Paulista, há 70 anos, e meu primeiro lar foi na rua Carlos Comenale em cima da Av. 9 de Julho, quando existia o boulevard Trianon e o MASP nem existia. Nasci nessa região e andei muito de bonde na Av. Paulista e, ainda mais, convivi com a família Matarazzo, relações de estreita amizade com vários de seus membros. Conheci o Hospital Matarazzo, em que não havendo SUS os italianos ricos pagavam os cuidados médicos daqueles que não podiam. A obra de filantropia de Francesco Matarazzo acompanhou o seu sucesso como um dos maiores industriais que fizeram São Paulo ser a maior cidade da América Latina. Meu comentário refere-se ao legado de Francesco Matarazzo que não vejo representando na Cidade Matarazzo, apesar de explorar o sobrenome como uma marca.
Talvez por conhecer tão bem a história da família e por ter viajado muito, eu possa perceber as várias camadas deste empreendimento moderno que se apropriou de uma alma que não lhe pertence, ao meu ver...
maria.carolina.lima
@biabotana obrigada por compartilhar tantos fatos e reflexões. Confesso que adorei o lugar quando visitei pela preservação dos prédios e da história. A capela foi meu local preferido. Mas senti um certo incomodo pelo apelo ostentação, que com teu comentário me faz refletir ainda mais.
biabotana
Que bom que não sou a única que se incomodou com tanta ostentação desnecessária e afrontosa a uma sociedade como a nossa com uma dramática desigualdade social. Eu sou grata por ter vivido nas mais diversas camadas sociais de presidentes da república a príncipes e milionários a pobres envergonhados e sem-teto, tanto no Brasil como no e exterior, sempre tratei a todos com a mesma consideração, sem diferença entre eles, pois todas pessoas merecem respeito.
Conversei com os funcionários da Cidade Matarazzo, e todos acostumados ao desdém de quem trata a eles como invisíveis e
"ninguéns" desabrocham com o carinho de algumas palavras de reconhecimento pelo difícil e desafiador trabalho de manter um sorriso no rosto vendo o seu salário de um mês ser gasto em um capricho de alguém sem a menor noção, que uma hora pode estar lá como consumidora e depois ser presa por lavagem de dinheiro de facção criminosa, como reportado recentemente na Mídia, pois quem tem dinheiro para gastar neste ultra luxo de maneira costumeira é digno de ser investigado. Obrigada por seu comentário, demonstra que ainda há sensatez neste mundo.
nectouxrosangela
@biabotana gostei muito de saber da história que envolve tanto a família como o empreendimento,, muito obrigada
biabotana
@nectouxrosangela obrigada você O por seu comentário! A história da
família Matarazzo como de outras famílias ricas como os Rockefeller, os Rothschild, Kennedy, Safra, Habsburg e tantas outras e bem enrolada e confusa com casamentos consanguíneos e por interesses econômicos, e lógico algumas tragédias e romances.
Quem como eu que teve a oportunidade de ter amizade com alguns de seus membros, diria que tinha muito mais trabalho que ostentação.
Esse luxo ostensivo recorda-me o rei francês Luiz XIV que competindo com os Carlos V Habsburg, Imperador germânico, construiu o palácio de Versailles para ostentar sua corte, bom sabemos como a história acabou, seu descendente Luiz XVI e sua esposa descendente de Carlos V, a rainha Maria Antonieta, perderam suas cabeças na guilhotina na última década do século XVIII. Ostentar riqueza nunca trás nada de bom, o rei Salomão que o diga!
Obrigada por seu comentário. Boa noite!
nectouxrosangela
@biabotana que maravilha essas histórias ficaria horas te ouvindo ou lendo teus textos, obrigada
biabotana
@nectouxrosangela de nadinha! Obrigada eu por isso, adoro contar histórias e compartilhar o que aprendi com a minha experiência de vida. Tenha uma noite abençoada!
elaine_z_w
@biabotana Essa Capela realmente é linda. Fui visitá-la, a noite e quero muito ir a missa lá, acho que todos os domingos as 11 da manhã. Voce tem muito conhecimento.
27/05/2026
monicamota70
@biabotana Passado sem utilidade
é só memória e ruínas.
monicamota70 @biabotana Exatamente. A preservação verdadeira tem um propósito e utilidade. E o que a família Matarazzo ou o Município fizeram para preservar esse legado? Nada. O prédio do antigo hospital estava abandonado. De que adianta? Aí depois é invadido e culpam os invasores. Melhor que se dê um novo destino ao lugar.
biabotana
@monicamota70 Se você viajar à Europa, à Paris, à Roma ou à Londres para não falar em todo o resto você verá que o passado não é ruína, não que não exista, mas é honrado e o legado é preservado, só que a preservação é verdadeiramente preservação, não uma especulação que visa apenas o ganho financeiro, mas deixar uma herança cultural às gerações futuras. Obrigada por seu comentário!
(Fotos de 2012 do Complexo Hospital Matarazzo tombado pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) em 1986. A preservação do conjunto arquitetônico foi reafirmada pelo tombamento municipal do órgão CONPRESP nos anos seguintes)
(Como se nota nas fotos acima tiradas antes da venda do Complexo Hospital Matarazzo, em 2011, o mesmo não estava em ruínas, não estava abandonado e não tinha sido invadido por sem-tetos, e sim estava bem conservado na medida do possível)
thiagoo_the
@biabotana Dotada de conhecimento e sabedoria inigualável.
biabotana
@thiagoo_the obrigada por suas boas palavras. Tenha um dia abençoado!
biabotana
@clagitario antes de escrever meu comentário ontem eu li os outros comentários e até curti alguns. Por isso escrevi o meu comentário compartilhando as minhas impressões após passar três dias visitando o complexo. Mas, eu vou seguir seu conselho e ler os comentários novos. Obrigada pela sugestão e tenha um excelente dia!
Seguem comentários importantes feitos no corpo do reel do Instagram:
menacker
@andersondieguez eu morava na Rio Claro, no último prédio da esquina, no 17º andar. Lá do alto até registrei a derrubada de árvores centenárias. O grupo francês caçoava de brasileiros, eu os encontrava numa padaria quase ao lado do meu prédio, que encerrou atividades. Certa vez, tomando café ali, ouvi um dos engenheiros dizer: "vocês vão ver como são mal educados e colocam muita comida no prato". O engenheiro disse isso de gente que ... trabalhava BRAÇALMENTE pra levantar tudo. Nunca tive curiosidade de entrar.
O velho mundo ... aquele escravocrata, racista e agora xenófobo.
Sua peça publicitária esquece muita coisa ...
biabotana
Adorei a franqueza de seu comentário expondo a realidade e não a transfigurando como neste reel publicitário feito com Inteligência Artificial, pergunto-me quanto pagaram para esta peça de marketing, bem feito mas com defeitos que não me passaram desapercebidos... Fica bem!
rob.new_york a manutenção é algo gigantesco
biabotana
O custo da manutenção do empreendimento em relação à entrada financeira não batem, esta no vermelho. " Fazer e não saber manter é o problema da maioria dos empreendimentos, sabemos o que acontecerá. O Hotel Rosewood dos chineses está fazendo as contas e preocupados com o baixo retorno do complexo Cidade Matarazzo, onde está o Mata Cittá, o Lavva e o Mata Lab. Tenha um bom dia.
lincolnfmarcos
A preservação da capela de Santa Luzia , da forma como foi realizada, faz parte de matérias de faculdades de engenharia e arquitetura.
(Fotos da Capela Santa Luzia antes e depois. Link 🔽 do YouTube sobre a restauração interna e das imagens da Capela de Santa Luzia)
roberto_pinheiro_surya
Nasci nesse Hospital Matarazzo. Todo o quarteirão ficou muito bonito, integrado, um oásis em Sampa. Mas me incomoda muito ver que tudo isso é voltado apenas a 0,5% da população.
Qual a dificuldade do poder público adotar projetos assim para transformar a cidade num lugar mais prazeroso?
Ah... sim... sabemos a resposta mas ela incomoda muito.
28/05/2026
grazielle_jardim
@biabotana como é gostoso aprender com quem sabe, amando seus comentários e conhecendo um tiquin da história
biabotana
@grazielle_jardim obrigada por sua atenção e boas palavras.
Desejo que vc tenha um dia abençoado!
clagitario @biabotana eu marquei meu amigo aqui pra ler....Seu comentário abre uma reflexão muito importante.
biabotana
@rosemiriambartolomei
compreendo a sua divergência ao meu comentário em defesa do legado histórico do patriarca da família Matarazzo, o grande empresário Francesco Matarazzo, o uso do nome Matarazzo como um royalty para o empreendimento não honra a memória do Sr. Francesco Matarazzo, Este reel é uma peça de marketing, de propaganda para vender o local e melhorar a planilha onde as contas não fecham. Não critico à revitalização do local, mas a ostentação do luxo que está sendo feito dela, servido a um público de 1% mais rico da nossa sociedade e não a TODOS paulistanos. O legado de Francesco Matarazzo beneficiou a maior parte dos paulistanos de seu tempo e ergueu as bases do que a cidade de São Paulo é hoje. De qualquer forma obrigada por seu comentário.
biabotana
@clagitario obrigada por me informar. Eu propus com meu comentário exatamente abrir uma reflexão mais profunda sobre o que essa cultura de ostentação de luxo está fazendo com os nossos valores, minando a nossa consciência com uma ideia ilusória exclusivista que só serve a uma minoria e não atende a sociedade como um todo. Obrigada por participar e comentar. Precisamos conversar mais e refletir mais, não aceitando que manipulem nossas cabeças e tirando o nosso livre arbítrio, nem Deus faz isso, né? Beijinhos
grazielle_jardim
@biabotana amém! Você também
rosimeri_matttos
@biabotana uau! Eu estou amando te ler! O vídeo está ótimo pq te trouxe, como uma esmeralda rara, e nos enriquecer com conhecimento. Uuufff!
Algo, semelhante a gota, que se torna oceno, eu aqui deslumbrada pela história, tão distante de minha sobrevivência como autodidata.
Obrigada
rosimeri_matttos
@biabotana estou decidida a não seguir mais ninguém! Mas terei que conhecer este perfil tão vivo, tão sedento de verdades e ao mesmo tempo um fogo que risca os céus da percepção, como um raio que cai sem som! Desta forma surges para mim! E gostei, demais! Uau!
ricaraoaias pass
@biabotana olá querida, o seu texto é quase um livro, eu li tudinho e imaginei como era nesse período. Conheci um pouco da historia dos Matarazzo, era um super industriário, como não havia fornecedores para atende-lo, desenvolvia novos nichos atendendo as suas necessidades gerando e aumentando portfólio, se tornando um mega industriário, tendo até portos privados erguidos para receber as matérias primas que não havia no Brasil.
Sobre a filantropia, pouco li sobre, e que bom que a Sra. nos trouxes a baila. Desejo muita luz a você.
biabotana
Obrigada por seu gentil comentário, eu fiquei feliz que você tenha gostado. Nesta vida muito conhecimento é superficial, principalmente hoje em dia. A história de Francesco Matarazzo é uma história de muito trabalho e coragem, foi um industrial e um empresário de alto valor e muito dedicado, não ficou rico ao acaso.
Era severo e pouco dado a rasgar dinheiro. Sua filantropia não tocava trombeta, era um bom cristão. Mais uma vez obrigada! Fica bem e Deus o abençoe.
terezinhabrunnschweiler
@biabotana Eu trabalhei no Hospital Matarazzo 1979 a 1983, meu irmão era o contador do Hospital. Algumas vezes vi a Maria Pia Matarazzo caminhando pelo o Hospital. Depois o Hospital fechou e passou a ser Hospital publico se não me engano, foi quando meu irmão e muitos funcionários foram despedidos após muitos anos de trabalho .
Hoje moro fora do país já a 37 anos e no ano passado fui visitar a cidade Matarazzo e fiquei um pouco triste de ver tanto luxo que só quem tem muito dinheiro pode desfrutar, Ainda bem que preservaram a Capela . Gostei da sua opinião, culta e inteligente.
Obrigada.
biabotana
@terezinhabrunnschweiler que depoimento maravilhoso! Adorei, foi tocante! Quase ninguém lembra como era o Hospital, ele era muito grande com várias alas, e com uma arquitetura belíssima.
Infelizmente somos uma sociedade que sofre de perda de memória! Eu acho uma graça danada quando se fala que o empreendimento "conservou a memória e a arquitetura", muito engraçado mesmo! Hoje na minha pesquisa aventurei-me no Hotel
Rosewood, a entrada é pelo subsolo luxuoso e cavernoso...
Muito estranho! De qualquer modo para nós que guardamos a memória de um mundo que deixou de existir é lamentável verificar a venda de uma ilusão quimérica, bom, sempre haverá alguém para comprar caco de vidro pensando que é diamante! Beijinhos querida e mais uma vez obrigada por seu comentário! Fica bem.
biabotana
@saomateus.lestedesp não nego que tive esse privilégio, e mais privilégio em ter morado em várias regiões de São Paulo, em outras cidades paulistas, em Brasília, nos EUA, ter viajado por este mundão de Deus e ter me sido dado retornar ao local que nasci, não moro na rua Carlos Comenale, mas na rua Peixoto Gomide há quinze minutinhos a pé da Capela Santa Luzia ao lado do Hotel Rosewood por onde passo para ir à capelinha. Fica bem com a paz de Deus!
klausschibelsky
@biabotana Parabéns! Explanação perfeita, brilhante...
biabotana
@klausschibelsky nem tanto, nem tanto... Mas eu sou dotada do velho bom senso certamente! Obrigada!
biabotana
@klausschibelsky obrigada por ter gostado! E obrigada por me fazer saber que gostou!
julia.marilu 27/05/26
@biabotana como gostaria de ter o privilégio de sentar contigo, tomar um café, ouvindo suas histórias.
Deve ter muito a dizer. E eu, com sede pra ouvir e aprender. Pois não tive as mesmas oportunidades que você, venho de uma família humilde, do interior, mas não por isso, menos honrada.
biabotana 28/05/26
@julia.marilu bom dia queridinha! • Não nasci na riqueza, minha família apesar de boas origens perdeu tudo na queda do café com a crise de 1929. Eu sou uma perfeita vira-lata paulistana, uma Caramela, que cresceu entre dois mundos, o dos italianos e espanhóis enriquecidos e os "quatrocentões" fundadores do Estado de São Paulo, empobrecidos descendentes dos coronéis do café. Eu tinha apenas "estirpe", o berço de uma educação adquirida a dura penas e muito esforço, apesar das limitações da minha ansiedade crônica e de ser troca letras tipo Cebolinha, estudei muito, sou auto-didata, tornei-me escritora e jornalista. Perdi e ganhei dinheiro muitas vezes, estive no pico da montanha e em seguida no sopé, a vida é roda-gigante. Nada me impressiona, já vi de tudo e vivi de tudo. Descobri que a maior fortuna que temos é o TEMPO. Você não pode comprar ou recuperar o tempo passado, portanto faça do seu tempo uma graça divina, para o dar a quem merece, tal como eu estou dando o meu tempo a você. Agradeço o carinho de sua atenção, que Deus a abençoe e Jesus a proteja, lembre-se que carregar uma cruz lamentando e chorando todo mundo faz, mas quem carrega a sua cruz do destino sorrindo descobre que seu fardo é leve, olhe para cima você é a pessoa mais importante da sua vida, e pode ser tudo o que o seu coração quiser e Deus permitir, jamais perca sua fé! Felizes os humildes pois deles será o Reino dos Céus! Beijinhos e bom cafezinho!
29/05/26
rosemiriambartolomei
@vicejante dó de vc
dani.bueno
@rosemiriambartolomei Pode não tirar o mérito do empreendimento, mas nos faz sim refletir, é justamente a imponência, como você disse, em comparação com o histórico do lugar e o objetivo de sua criação que nos faz refletir !
biabotana
@dani.bueno__como disse em outra resposta, eu acho o empreendimento deslumbrante e ostentoso, o que contrasta com o passado do lugar. O Hospital Matarazzo tinha como lema a seguinte frase: "QUE O DINHEIRO DOS RICOS SE REVERTA NA SAÚDE DOS POBRES". Tenho ido à missa na Capela Santa Luzia, ao menos três vezes por semana. O maior mérito do empresário franco -americano que idealizou o complexo Cidade Matarazzo, Alexandre Allard foi justamente salvar a capelinha tal como se fosse ela o diamante num anel de noivado, ela é a verdadeiramente a joia deste local, é um tesouro celestial na terra, toda crítica que eu possa ter ao empreendimento desaparece frente a grandiosidade espiritual guardada nessa singela capelinha, só pela preservação dela sinto uma grande gratidão, pois lá se sente que é realmente que se está mais perto do céu... Beijinhos
valerio.ro
@biabotana EXCELENTE!
biabotana
@valerio.ro obrigada pelo comentário estimulante! Tenha um dia abençoado!
30/05/2026
alicapoligliani
@biabotana estou encantada com o seu texto, uma aula de historia em que vc vivenciou um lugar que foi criado para fazer a caridade e agora chama a atenção por seu lado de ostentação.
Agradecida pela informação
biabotana
De nadinha querida! Nós temos tido uma rica troca de ideias neste espaço, algo que demonstra que é possível ter uma troca de conhecimentos civilizada nas redes sociais. Eu desejo que essa prática se dissemine e que possamos "conversar" mais que discutir. Tenha um ótimo dia repleto de paz e alegria! Beijinhos
31/05/2026
spamantiqueira
@biabotana fiquei impressionada com seu conhecimento sobre a história do hospital Matarazzo e sobre seu comentário na reportagem do novo espaço. Parabéns
biabotana
@spamantiqueira obrigada! Meu conhecimento veio da convivência com alguns dos membros dessa família que tinham bons olhos para o patriarca Francesco Matarazzo, que foi invejado e odiado por alguns e muito amado por outros.
É a vida, não agradamos a todos...
Obrigada por suas boas palavras!
Bom dia!
1°/06/2026
marisadagamarupeika
@biabotana perfeito. Nasci neste hospital tive a oportunidade de voltar aí quando teve exposição da casa cor e em outra exposição antes de ser vendido e transformado neste complexo.
Hoje sei que dificilmente terei condições de voltar neste lugar. A história que este hospital tinha era maravilhosa hj nosso empresários só visam o lucro. Este lugar poderia ter tido um destino melhor e mais voltado para a população.
biabotana
Eu também gostaria de um projeto mais voltado da população do que um que exalta tanto a desigualdade social e estimula sentimentos desconcertantes de cobiça e inveja. Triste... Obrigada por seu comentário! Beijinhos
mluizagpp
@biabotana conheci o Hospital Matarazzo nos anos 70 quando morei em Sāo Paulo e gostei de ler seus comentários que completaram que forma especial o vídeo. E gostei tanto que li todos os seus comentários. Sou paulistana, nascida em 1952 e durante muito tempo vivi entre a capital e cidades do interior, agora morando em Sorocaba há 44 anos, não tenho mais prazer de ir a S. Paulo, uma cidade totalmente descaracterizada da antiga cidade em que vivi!
biabotana
@mluizagpp oi querida somos de uma outra época, de um outro São Paulo, tudo era muito diferente, daquele tempo só restaram os vestígios. Obrigada por seu interesse e comentário! Beijinhos
02/06/2026
daniela_o_jamel
@biabotana estou lendo seus comentários e tom ficaria horas e horas lhe ouvindo. Quantas histórias interessantes . Tenha um ótimo dia!!
biabotana
@daniela_o_jamel obrigada querida! Seu terno comentário alegrou a minha manhã. Que Deus a abençoe e Jesus a proteja! Tenha um dia de paz! Beijinhos
selmalilas
@biabotana como diria Caetano:
DA FORÇA DA GRANA QUE ERGUE E DESTRÓI COISAS BELAS.
Gostemos ou não.
biabotana
Que excelente lembrança... Coisas de Sampa... Há mais de um mês eu estive no Centro, andei pela Dom José Gaspar, 7 de abril, Marconi, Barão de Itapetininga, República...
Morei na Praça Roosevelt de 2004 a 2012, fiz parte do movimento Viva Centro e deixei para trás um centro de cidade renascendo e ao retornar 14 anos depois encontrei trincheiras abertas, lojas fechadas e um Centro morto. Chorei. Minha SAMPINHA não existe mais... Tudo memória de um tempo que deixou de existir. Mas é um fenômeno que atinge outros lugares no mundo, até Paris não é mais a mesma. Vivemos um processo de canibalismo cultural, se come a beleza do passado e se regurgita os restos como se fosse arte. Uma lástima! Tudo over!
Obrigada por seu comentário que inspirou-me a escrever mais um pouquinho! Boa noite!
03/06/2026
soniascho
@nectouxrosangela também eu pensei a mesma coisa! Que pessoa interessante, inteligente e com uma visão muito além do óbvio que tem a @biabotana ! Também ficaria por horas ouvindo as experiências e pontos de vista dela!
biabotana
@soniascho obrigada querida! Em razão desta gostosa conversa com todos vocês eu estarei publicando no meu blog biabotana news and opinion, link no bio, um texto chamado Uma capelinha para rezar, com os comentários de todos e lógico mais reflexão, história e fotografias. Avisarei aqui quando estiver postado. Obrigada pelas boas palavras e tenha um dia abençoado!
Após tantas trocas de ideias consegui editar as postagens com o desejo de não ter esquecido ninguém e agradecendo muitíssimo pela preciosa participação de todos.
Eu sigo, pois, expondo novos pontos para reflexão de vocês leitores, para que possam analisar e não serem enganados pela aparências que os ávidos por lucro apresentam para que caiamos na armadilha de uma realidade enganosa que trás mais benefícios a eles do que a nós que somos levados a crer que um caco de vidro seja um diamante valioso, lembremos da sabedoria de nossos ancestrais: “Nem tudo que reluz é ouro”, na maioria das vezes é ouro de tolo.
Acima se pode ver as fotos do Complexo do Hospital Matarazzo em 2011 antes de ser vendido. A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil era a dona do imóvel, e não mais os descendentes da família Matarazzo. O Complexo do Hospital Matarazzo teve seus 36 mil m2 de construções tombado em 1986, ocupando 27 mil m2 de terreno. como informado anteriormente. O antigo hospital funcionou até 1993, quando, endividado, fechou suas portas. (Veja link 🔽 em Referências)
O empresário franco-americano Alexandre Allard comprou o complexo do Hospital Matarazzo por R$ 117 milhões, (250 milhões, em valores de hoje), pagos à Previ - fundo dos funcionários do Banco do Brasil.
Só no Hotel Rosewood em parceria com o grupo chinês dono da marca foi investido R$ 240 milhões e faturou R$ 32 milhões nos primeiros seis meses desde sua inauguração em 10 de janeiro de 2022. Segundo a empresa, mais de 70% dos hóspedes vêm do exterior. A entrada em São Paulo marca uma nova etapa para o grupo, que fechou 2025 com alta de 32% no faturamento e projeta chegar a R$ 423 milhões em 2026. (18 de dez. de 2025)
O estabelecimento foi inaugurado em dezembro de 2025 como parte da Cidade Matarazzo, um complexo luxuoso localizado na Bela Vista. A obra como um todo é um megaprojeto de revitalização liderado pelo empresário francês Alexandre Allard, com um investimento total estimado em cerca de R$ 2 bilhões.
O empresário francês Alex Allard entrou em inadimplência após deixar de pagar parcelas de um empréstimo de R$ 335 milhões contratado com o Banco Master em 2024. Os recursos foram destinados ao Complexo Matarazzo, em São Paulo, projeto do qual Allard é criador e detém participação minoritária.5 de abr. de 2026.
“A sociedade do Rosewood São Paulo vive uma intensa disputa societária e judicial. A sociedade que controla o hotel (dentro do complexo Cidade Matarazzo) opõe o empresário francês Alexandre Allard( acionista minoritário) ao conglomerado chinês Chow Tai Fook Enterprises (CTF) (acionista majoritário). O grupo chinês CTF detém cerca de 65% do negócio, enquanto Allard possui 35%. Em assembleias recentes, a CTF aprovou a diluição da participação do francês e o afastou do conselho de administração da BM Empreendimentos (BME), que controla o hotel. A CTF abriu ações de responsabilidade civil contra Allard. Os chineses cobram o ressarcimento de milhões de reais por gastos corporativos e despesas em restaurantes. Allard, por sua vez, acusa os sócios de espionagem e usurpação de sua propriedade intelectual. O empresário francês também enfrenta um processo de inadimplência, com dívidas milionárias de empréstimos e protestos em cartório ligados à gestão da parte de varejo e às obras do entorno do complexo. “(Com Gemini do Google).
A reportagem de 01/06/2026 do pipelinevalor.globo.com.br (link 🔽 em referências) trouxe a informação que o grupo Accor salvará Allard em seu empreendimento faraônico. Não é informado se a Accor é a nova sócia do grupo chinês Chow Tai Fook Enterprises (CTF) sócio majoritário, que ao que parece no decorrer de maio de 2026 teria elevado sua participação a quase 80% na sociedade com Allard na Cidade Matarazzo. Como sabemos não é fácil seguir o dinheiro em seus caminhos tortuosos de conglomerado empresarial uma uma empresa engole outra embaixo de um guarda-chuva institucional. Uma busca difícil que pode ser observado claramente no caso do Banco Master que ocupa o noticiário brasileiro.
Accor vira sócia de Alex Allard na Mata Holding e aporta quase R$ 300 milhões
Dono do complexo Matarazzo, que inclui o hotel Rosewood, quer expandir projetos para outros países
Após a experiência com o desenvolvimento do complexo Matarazzo, o empresário francês Alex Allard está expandindo as operações. A Mata Holding, sua empresa de investimento, anunciou uma parceria com o grupo Accor para criar uma plataforma global de hospitalidade e lazer no Brasil e no exterior, que já nasce com o Complexo Matarazzo como ativo em operação.
“A nova fase da Mata reforça sua ambição de criar empreendimentos que ofereçam experiência e valorizem a cultura local e a natureza”, diz Allard ao Pipeline. O grupo Accor, de quase seis mil hotéis em 110 países, agregará a experiência global na operação de hotelaria e hospitalidade para ajudar o grupo Mata, que tem hoje mais de três mil funcionários só em São Paulo, a gerir os empreendimentos.
Pelo acordo, a Accor realizará um investimento minoritário na Mata Holding no valor de 50 milhões de euros (cerca de R$ 293 milhões), passando a deter entre 20% e 24% do capital social da empresa de Allard. “O grupo Accor será o operador, o que permitirá eu me concentrar mais nos projetos fora de São Paulo, mantendo a independência criativa do grupo Mata”, diz Allard.
Allard, do Complexo Matarazzo: "futuro da indústria da hospitalidade está na experiência" — Foto: Gabriel Reis/Valor
A plataforma nasce com a marca Mata. “O nome já estava lá e remete à floresta que cura, algo inerente a nossos projetos, que buscam integrar natureza, patrimônio e cultura, com grande influência do hemisfério Sul e foco na economia regenerativa”, diz Allard, que recentemente comprou a parte da Gafisa na parte comercial do complexo paulistano, que é gerido pela BM Varejo, e ficou só com minoritários como o fundo Autonomy.
A nova parceria engloba tanto o ecossistema comercial da Cidade Matarazzo, controlado pela BM Varejo e agora inserido no Mata São Paulo, como outros projetos em desenvolvimento como o Mata Maravilha, com quatro hotéis e estimado em R$ 5 bilhões na região portuária do Rio, e o Mata Pelourinho, em Salvador, no lugar do Palácio do Governo, orçado em R$ 2 bilhões.
O Mata São Paulo será o laboratório para as futuras expansões que integrarão seis biomas: cultura, gastronomia, moda/ beleza e design, entretenimento, hospitalidade e negócios da economia regenerativa. Instalado em um hospital abandonado, próximo à Avenida Paulista, o complexo Matarazzo, que foi adquirido em 2010, já se tornou um ponto turístico da capital paulista.
O complexo reúne áreas de lazer, comércio e escritórios, incluindo o Aya Hub, voltado para negócios de transição climática e economia verde, com mais de 100 parceiros. Cercado por paisagismo restaurado da Mata Atlântica, o ecossistema abriga o Rosewood, a Soho House e a Casa Bradesco e o Mata Lab, que reúne mais de 300 criadores de moda beleza e design, principalmente brasileiros.
Com 80% da área comercial e de lazer já em operação, o projeto deve ser concluído até o fim de 2026 e pode atingir receita anual entre R$ 1,7 bilhão e R$ 1,8 bilhão. Hoje, reúne 16 restaurantes e prevê novas inaugurações como o africano Preta Maria, da Bela Gil, a rede libanesa Em Sherif, um boteco da chefe Janaína Torres, um restaurante japonês e um novo espaço para shows e experiências imersivas.
No fim do ano passado, Allard teve a sua participação no hotel diluída após não ter quitado uma dívida com o a sócia Chow Tai Fook (CTF), holding de Hong Kong, sócio, mas ele não pensa em vender sua fatia no negócio. “Quando pensei no projeto, imaginei um ecossistema, com o hotel fazendo parte desse complexo”, diz.
O anúncio do acordo com a Accor, agendado há semanas, acontece com a infeliz coincidência de uma fatalidade no hotel, onde uma turista americana foi encontrada morta. A Polícia investiga o caso, com suspeita de overdose, e o Rosewood afirma que está colaborando com as autoridades.”
A BM Varejo Empreendimentos (ligada ao complexo Cidade Matarazzo em São Paulo) (link 🔽 en Referências) é controlada pelo Groupe Allard (liderado pelo empresário Alexandre Allard). Como acionistas e parceiros do negócio, também figuram a Autonomy Investimentos e a Gafisa Propriedades. Segundo o Gemini do Google pode-se saber que: “A BM Varejo (formalmente BM Varejo Empreendimentos SPE S.A., holding controladora do complexo Cidade Matarazzo e do hotel Rosewood em São Paulo) tem como principal acionista o Groupe Allard. Sua estrutura acionária também conta com a participação do FIP Matarazzo e de minoritários como Autonomy Investimentos e Gafisa Propriedades.
A composição detalhada envolve:
- Groupe Allard: Grupo de investimentos e incorporação francês (liderado pelo empresário Alexandre Allard), que detém o controle majoritário do conglomerado.
- FIP Matarazzo: Fundo de Investimento em Participações administrado pela Votorantim Asset Management (VAM) e/ou FIP Matarazzo (Fundo de Investimento em Participações Matarazzo Multiestratégia) é um fundo de investimento focado no mercado de participações, gerido e administrado por instituições do mercado financeiro brasileiro. Atualmente, o fundo tem grande parte do seu patrimônio (cerca de 95%) investido em ações de capital fechado. Ele tem sido alvo de atenção devido a investigações e relatórios de auditoria focados na sua gestão, composição acionária e aportes em empresas sem operações consolidadas. O FIP Matarazzo integra a farra dos fundos sobre fundos promovido por Daniel Vorcaro com seu Banco Master. O FIP Matarazzo esteve fortemente ligado a uma disputa judicial de alto valor envolvendo o Banco Mastere o empresário Alexandre Allard, criador do complexo Cidade Matarazzo. O Banco Master entrou com uma cobrança contra o fundador do complexo referente a uma dívida bilionária (R$ 335 milhões) que ameaçava o controle do empreendimento, culminando em um acordo para o pagamento de parcelas milionárias por parte de Allard.
A situação atual envolve os seguintes desdobramentos:
- Liquidação do Banco Master: O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Masterem novembro de 2025 devido a uma fraude bilionária. Com isso, os ativos do banco — incluindo cotas de fundos e participações ligadas ao empreendimento Matarazzo — passaram a ser alvo do processo de recuperação de ativos.
- Investigações sobre Fundos: A estrutura do fundo, que chegou a registrar um patrimônio de R$ 1,6 bilhão junto à CVM, foi listada como um dos veículos utilizados para transações e garantias do conglomerado do banco e do seu ex-controlador, Daniel Vorcaro.
- Venda de Ativos: Cotas do fundo vinculadas ao Banco Master foram parar nas mãos do Banco de Brasília (BRB) e, posteriormente, postas à venda por aquela instituição financeira. [1]
- Disputa Societária: Paralelamente às questões com o Master, o complexo Cidade Matarazzo enfrenta embates societários envolvendo Allard, que possui participação minoritária na BM Empreendimentos, e o grupo chinês Chow Tai Fook (CTF), que detém a fatia majoritária e a bandeira do hotel Rosewood.
- Acionistas Minoritários: Incluem fundos e empresas como an Autonomy Investimentosque passou a se chamar agora Arch Capital. O sócio-fundador e atual CEO da empresa é o engenheiro Roberto Miranda de Lima. É uma gestora de private equity (focada em imóveis e infraestrutura) atua no mercado desde 200 e a Gafisa, cujo fundador Carlos Moacyr Gomes de Almeida, faleceu no último dia 30 de maio. (Link 🔽 em Referências) A Gafisa (GFSA3)enfrenta um momento financeiro e operacional delicado. A empresa tem registrado quedas drásticas nas receitas, aumento de prejuízos e lida com um histórico recente de disputas societárias, pedidos de falência e problemas com atrasos de obras. A chamada para reestruturação de capital em maio não obteve interesse do mercado.
É claro que este é um assunto deveras complexo para nós pessoas normais e comuns, sem genialidade empresarial ou esperteza de raposas, para que possamos ter consciência do real alcance que essa enrolação emaranhada de milhões a bilhões de reais possa ter. Para essa tipo de gente mil reais é trocado.
Ontem, 2/06/2026, durante a missa na Capela Santa Luzia ouvi o evangelho em que Jesus foi colocado a prova pelos fariseus, quanto ao pagamento de impostos ao imperador romano, Jesus pediu a moeda de denário com a qual se pagava os impostos, a moveu com os dedos e a mostrou aos fariseus perguntando: “– De quem é esta face?” Eles responderam “De César.” Arguiu Jesus entāo: “–Então dê a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” (Mateus 22:21) Essa passagem viria a servir-me quando saindo da missa e passando pelo Mata Lab travaria uma breve conversa com o idealizador artístico da loja luxuosa Mata Lab e a gerente de atendimento do local, e sugeri que organizassem eventos filantrópicos e beneficentes para aliviar o peso espiritual do local, e recordei a ele que a narrativa de que os prédios do hospital Matarazzo estava em ruínas, não correspondia à realidade e era apenas uma narrativa, e avisei que a entrada do grupo francês de hotelaria Accor traria mudanças significativas à filosofia do atual empreendimento, isto porque o grupo Accor não é dado a luxo ou ostentação, não é nenhum Dorchester Collection, renomada rede hoteleira de luxo sediada em Londres.
Certamente o que eu disse não agradou e é lógico que o tal idealizador não gostou da ideia e logo fugiu de mim, e comentei com a gerente com quem conversara outras vezes: “– Lembra da passagem em que Jesus disse ‘daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus’, repare que toda ostentação dos Césares romanos virou ruínas e todas igrejas e catedrais erguidas para Deus continuam em pé e é causa da admiração das pessoas transcendendo o tempo.” Pois é, o culto à ostentação e ao luxo não é um fenômeno do nosso tempo, é um comportamento milenar que sempre obtém o mesmo resultado: ruína.
“Por ocasião da reinauguração da Capela de Santa Luzia em 13 de novembro de 2021, o empresário e investidor francês Alexandre Allard, idealizador da Cidade Matarazzo, disse que não faria sentido transformar uma construção edificada para o culto em um espaço que não tivesse essa finalidade.
Sobre o projeto, ele explicou que se trata de um espaço em que os visitantes poderão fazer uma viagem pela cultura brasileira, da qual a religião e a comunidade que se reúne para vivenciá-la fazem parte.
“Esta é, para mim, a visão de futuro para projetos urbanos, que não podem existir sem integrar a realidade da vida de cada lugar. […] Essa troca fará da ‘Cidade Matarazzo’ um lugar verdadeiro, fiel às suas raízes”, afirmou o empresário.” (Link 🔽 em Referências)
Se Francesco Matarazzo pudesse opinar neste empreendimento ele ficaria indignado com o absurdo de ver seu nome construído com muito trabalho e suor vendendo banha aos pedaços servir de rótulo de luxo, é um no sense, um disparate. Certamente para ele a Capela de Santa Luzia seria o único local aprazível, por ser digno de veneração a Deus e fortalecimento da fé, porque Francesco era um bom católico, apesar do que possam dizer em detrimento disto. A Capela de Santa Luzia nos convida a ver com os olhos da alma, e a repensar nos propósitos de nossas vidas. É possível sentir o chamado de Deus e sentir a vontade de orar nem que seja só um pouquinho. Não é sem motivo que ao passar as portas da capela se pode ver como porteiro no pedestal à esquerda imagem de São Francisco de Assis, San Francesco, como a receber todos fiéis que com devoção ali chegam. Eu faço questão de cumprimentar o santinho sempre que lá vou, pois San Francesco recorda-me outro Francesco que só queria seguir os passos do avô que tanto admirava e com quem conviveu até seus 20 anos, e tendo seguindo o avô como exemplo, também se tornou um grande industrial paulistano e apaixonado pelo Brasil. Mas, esta é uma outra história que talvez um dia eu venha a contar.
Pois é, a vida dá muitas voltas e eu sou grata de após tantas aventuras estar de volta ao lugar onde tudo começou, e poder dar minha contribuição para que a história não seja esquecida e possa a vir a servir como inspiração às novas gerações, pois um povo que desconhece o seu passado corre o risco de cometer o mesmo erro que seus ancestrais.
Eu penso, que a Capela de Santa Luzia já tendo passado por tantos percalços e sobrevivido através de 104 anos, sobreviverá aos tempos hostis que estão por vir e continuará animando a fé dos fiéis e iluminando corações, para que sejam fiéis até o fim e cheguem ao Reino dos Céus, tal como prometido pelo Nosso Senhor Jesus.
Referências
Capela Santa Luzia | Restauro | Cidade Matarazzo - YouTube
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2707201121.htm
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