SOBRE O BOM USO DAS COISAS
BIA BOTANA
Agora de manhã assisti no Instagram a analise do comentarista da GLOBONEWS, Joel Pinheiro com a chamada de “MUNDO VIRTUAL, PROBLEMA REAL - Uma reportagem da revista "The Economist" que mostrou como as redes sociais têm facilitado que seitas encontrem novos membros.
falou sobre a matéria - com "dados principalmente do governo francês, que mantém uma fiscalização um pouco mais forte do que outros lugares sobre atividades religiosas" - e a relação entre crescimento de seitas e redes sociais.” Infelizmente, para o comentaristas eu sou seguidora da revista neoliberal britânica e não encontrei a matéria a qual ele, a última reportagem da The Economist sobre a França trás s manchete “France is paralysed, and everyone is to blame” e foi publicada dia 8 de janeiro de 2026, quinta-feira. E não versa sobre essa questão da prática de aliciamento de indivíduos para grupos de práticas reacionárias de seitas religiosas ou mesmo de linhas de ideologias extremistas. Eu acho que o comentarista deveria ter fornecido o link da matéria da The Economist para que o leitor pudesse sua própria análise em vez de “comprar” como corrente a análise dele. Está é a prática ética que se espera de qualquer prestação de conteúdo de informações, ainda mais quando se refere a outra matéria. (Links ⬇️ em Referências)
Apesar disso eu vou ficar com a chamada do reel dele que diz:”ACESSO MUITO FACILITADO AO QUE HÁ DR PIOR EM TERMOS DE LAVAGEM CEREBRAL, diz Joel sobre redes sociais e redes.” E ele bem comenta:
“... "Hoje em dia, nas redes sociais, muitas vezes você tem um contato direto com a pessoa no momento em que ela está totalmente sozinha e, às vezes, até vulnerável. Ela pode ter em contato com o conteúdo, começar a se aproximar e ser levada para os maiores radicalismos e extremismos que se possa imaginar. Basta lembrar que o Estado Islâmico, por exemplo, recrutava jovens inicialmente, e muitas vezes, por um contato on-line.
"(...) O mundo das redes sociais e da internet nos apresenta a melhor informação, a ciência mais avançada, o conhecimento mais profundo, (...) e ao mesmo tempo há acesso muito mais facilitado ao que há de pior em termos de lavagem cerebral, condicionamento, perda de autonomia, idolatria de líderes religiosos, e eles sabem muito bem usar dessas ferramentas."”
Lamento que Joel Pinheiro tenha sido tão parcial em sua análise, restringindo a prática tão usada na Guerra Fria de “lavagem cerebral” a tão somente a “idolatria de líderes religiosos”, pois na verdade concreta e real a prática de lavagem cerebral ou mental é uma ferramenta de convencimento nascida no marketing empresarial capitalista para venda de produtos e de disputa de concorrência de mercado. Eu acho que por conta de ter vivido na era da Guerra Fria eu cresci ouvindo sobre lavagem cerebral, mensagem subliminar e controle da mente, então não foi surpresa que na fase adulta eu dediquei parte do meu tempo a estudar tal assunto misterioso, conspiratórios e paranoico. Da área do marketing a prática de manipulação mental de convencimento não só vendia produtos mas transformava qualquer coisa ou indivíduo em mercadorias de venda. Na minha percepção o primeiro produto de consumo de grande alcance mundial e de marketing, no caso cultural, foi o conjunto de rock britânico The Beatles, na década de 1960, de lá para cá tudo o mundo foi se tornando uma formidável lavanderia cerebral.
Quem prática marketing político como eu, sabe que todo candidato é um produto a ser vendido e comprado pelos eleitores. É só ter um dedo de prosa com qualquer marqueteiro para perceber o tom de “propaganda” de comerciais. Então, ingenuidade de quem pensa que alguma novidade no método da lavagem cerebral, todo o cenário mundial da realidade atual foi construído com base na sua engrenagem, que agora sobe para um novo nível de tecnologia digital com a Inteligência Artificial.
Após cinquenta anos de vida profissional que permitiu-me iniciar na área de vendas e marketing das coisas e depois empregar o conhecimento adquirido na prática de venda de pessoas, atividade que ganhou projeção com o título de Relações Públicas, que deu um tom elegante para uma atividade tão promíscua quanto a cafetinar, pois é venda de uma pessoa como produto de consumo e tráfico de relações, onde é imprescindível a capacidade criativa do profissional de convencer que banana e abacaxi, ou que o mau caráter do sujeito que é o seu produto é o cidadão mais ilibado, honrado e ético do mundo. O marqueteiro ou o relações públicas estão como o advogado penal para seu cliente, que ele sabe que não é inocente e mesmo assim clama por sua inocência. Estes três exercícios profissionais possuem por especialidade intrínseca defender o que muitas vezes é indefensável e sabem vender produto ruim como se fosse o melhor do mercado com toda hipocrisia e cara-de-pau necessárias.
Agradeço ao jovem comentarista Joel Pinheiro da GLOBONEWS por ter levantado a bola para mim e eu pudesse dar uma cortada e marcar um ponto com este meu texto. Eu não podia perder a oportunidade de clarear as ideias das pessoas de modo a deixa-las mais lúcidas e conscientes que o uso da Internet seja dentro ou fora das redes sociais e com o aprimoramento trazido à comunicação pelo emprego da Inteligência Artificial que constituem o novo mundo virtual, que impregna a nossa nova realidade é irreversível e imparável.
A evolução da inteligência humana se apresenta na habilidade que eleva o ser humano a categoria a uma categoria de superioridade racional sobre outros animais e seres vivos por conseguir criar artefatos e instrumentos que o auxiliem em seus instintos de sobrevivência e preservação da espécie. Como todos seres vivos somos também impulsionados para a manifestação da vida, vivemos para existir, e cada ser vivo o faz a seu modo, gastando seu tempo precioso em viver e dar vida, e não em se autodestruir e nem destruir o mundo em que vive como nós humanos temos o mau hábito de fazer. O ser humano é a única criatura viva que é não só destrutivo ao meio em que vive, o que o qualifica como o mais perigoso predador dos seres vivos, como anormalmente autodestrutivo.
Apesar desta deficiência cognitiva que causa a tendências humana à destruição e à autodestruição, e que torna o ser humano portador de uma imperfeição natural, e impede que onseu progresso tenha perenidade, o ser humano aprendeu assim mesmo a fazer bom uso das coisas e a construir seu processo cultural e civilizatório, transmitindo de geração a geração o seu aprendizado, o qual passou a ser o grande tesouro da memorabilia humano.
Observando a memorabilia humana o famoso estudioso da mente humana, o suíço Carl Gustav Jung (1875 - 1961), foi o primeiro explorador e estudioso científico dos chamados fenômenos precognitivos, não vendo-os como manifestações de mero acaso ou coincidências e considerava que as visões/sonhos podiam antecipar o futuro, como alertas para a consciência e transformação pessoal, usando-os para explorar a conexão entre psique e matéria e a necessidade de autoconhecimento para lidar com desafios, incluindo suas próprias experiências pessoais com eventos futuros, como sua premonição da Primeira Guerra Mundial.
Para Jung, a precognição não era uma habilidade mágica, mas um entrelaçamento entre a mente e o mundo, onde o acaso ganha significado, revelando padrões do inconsciente coletivo. A essa rede de consciências Jung chamou de sincronicidade, à qual se relacionam as ocorrências de eventos significativos sem relação causal aparente (ex: sonhar com um evento e ele acontecer), mostrando que a psique e a matéria se conectam em "nós". Jung via essas premonições como uma chance para a humanidade refletir, mudar e evitar desastres, sendo um convite ao crescimento e à cura, não ao desespero. Ele próprio teve visões e experiências, como a de quase morte, que reforçaram suas teorias, mostrando que o inconsciente pode se manifestar de formas que transcendem o tempo.
Os estudos de Jung levaram-no a identificar a existência de um inconsciente coletivo que não se desenvolve individualmente, ele é herdado. É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade.
O Inconsciente Coletivo de Jung é uma camada profunda e universal da psique, herdada por toda a humanidade, contendo padrões inatos que influenciam pensamentos e comportamentos, explicando temas e símbolos semelhantes em mitos e culturas de todo o mundo, sendo uma base comum para a consciência individual. O inconsciente coletivo seria um reservatório de sabedoria e predisposições ancestrais, como o medo de cobras ou o arquétipo da Mãe, que moldam nossa percepção do mundo sem que tenhamos tido a experiência direta, como uma biblioteca de imagens primordiais compartilhadas.
Em 1952, Jung lançou seu livro “SINCRONICIDADE”, onde explorou sua ideia do consciência coletiva como uma biblioteca que poderia ser acessada através de um determinado estado mental. Por volta de 1987, eu sofri uma crise financeira e emocional profunda na minha vida, a qual levou-me a buscar maneiras de compreender melhor a minha mente para sair da depressão que estava levando-me para baixo. Foi quando caiu nas minhas mãos, ao melhor estilo serendipity, que Jung teria ficado fascinado, o seu livro SINCRONICIDADE, que minha mente devorou como se tivesse morta de fome de sabedoria, tamanha era a minha necessidade de explicações razoáveis e racionais para o processo mental que possuo. A partir dessa leitura nunca mais parei de fazer da minha mente como objeto do meu próprio estudo, não como autoanálise ou autoconhecimento, mas a dissecando com método científico mesmo, e hoje eu tenho uma explicação bastante realística para o que me acontece: eu tenho a mais profunda convicção que eu estou conectada a uma inteligência universal do mesmo modo que as redes de computadores se conectam à Internet. Eu posso até afirmar que essa inteligência universal se manifestou na realidade através da computação, a criação digital e com a rede da Internet se fez real.
Quando o pai da química moderna, o francês parisiense Antoine Laurent Lavoisier (1743-1749) teve seu momento eureca 💡 e afirmou: “Nada se perde, tudo se transforma.” Ele foi de uma genialidade absoluta. Pois a vida é um processo inesgotável de transformação, com uma mudança sendo a causa de outra mudança de maneira interrupta. Onde o ser vivo que sabe fazer bom uso de todas as coisa ofertadas pelos incontáveis recursos da natureza deste mundo surpreendente e formidável será sempre o grande vitorioso, eu diria mais, a vida sempre será a grande vitoriosa sobre tudo mais, inclusive nós. Lembram daquele que afirmava que a “vida é eterna”, disse a pura verdade.
Por isso, não devemos perder tempo pensando em acumular coisas, ou acumular likes 👍🏻 nas redes, ou lutar por validações que alimentem os nossos caprichosos egos, antes busquemos fazer bom uso de todas essas coisas que nos são disponibilizadas para criar um futuro melhor para cada um e para todos os seres viventes nessa única casa existente, a Terra. É isso que a Inteligência Universal quer, e o que ela quer, ela sempre consegue, a despeito de quem queira se opor a ela. Estamos conversados? Vai ser do modo difícil ou do modo fácil, você que escolhe! 😃
REFERÊNCIAS
https://www.instagram.com/reel/DTUJrawFEkY/?igsh=MWs0YWQ3cGw1MjZsOQ==
https://www.economist.com/leaders/2026/01/08/france-is-paralysed-and-everyone-is-to-blame
