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sábado, 10 de janeiro de 2026

SOBRE O BOM USO DAS COISAS

 SOBRE O BOM USO DAS COISAS 


BIA BOTANA


Agora de manhã assisti no Instagram a analise do comentarista da GLOBONEWS, Joel Pinheiro com a chamada de “MUNDO VIRTUAL, PROBLEMA REAL - Uma reportagem da revista "The Economist" que mostrou como as redes sociais têm facilitado que seitas encontrem novos membros.

falou sobre a matéria - com "dados principalmente do governo francês, que mantém uma fiscalização um pouco mais forte do que outros lugares sobre atividades religiosas" - e a relação entre crescimento de seitas e redes sociais.” Infelizmente, para o comentaristas eu sou seguidora da revista neoliberal britânica e não encontrei a matéria a qual ele, a última reportagem da The Economist sobre a França trás s manchete “France is paralysed, and everyone is to blame” e foi publicada dia 8 de janeiro de 2026, quinta-feira. E não versa sobre essa questão da prática de aliciamento de indivíduos para grupos de práticas reacionárias de seitas religiosas ou mesmo de linhas de ideologias extremistas. Eu acho que o comentarista deveria ter fornecido o link da matéria da The Economist para que o leitor pudesse sua própria análise em vez de “comprar” como corrente a análise dele. Está é a prática ética que se espera de qualquer prestação de conteúdo de informações, ainda mais quando se refere a outra matéria. (Links ⬇️ em Referências)


Apesar disso eu vou ficar com a chamada do reel dele que diz:”ACESSO MUITO FACILITADO AO QUE HÁ DR PIOR EM TERMOS DE LAVAGEM CEREBRAL, diz Joel sobre redes sociais e redes.” E ele bem comenta:

“... "Hoje em dia, nas redes sociais, muitas vezes você tem um contato direto com a pessoa no momento em que ela está totalmente sozinha e, às vezes, até vulnerável. Ela pode ter em contato com o conteúdo, começar a se aproximar e ser levada para os maiores radicalismos e extremismos que se possa imaginar. Basta lembrar que o Estado Islâmico, por exemplo, recrutava jovens inicialmente, e muitas vezes, por um contato on-line.

"(...) O mundo das redes sociais e da internet nos apresenta a melhor informação, a ciência mais avançada, o conhecimento mais profundo, (...) e ao mesmo tempo há acesso muito mais facilitado ao que há de pior em termos de lavagem cerebral, condicionamento, perda de autonomia, idolatria de líderes religiosos, e eles sabem muito bem usar dessas ferramentas."”


Lamento que Joel Pinheiro tenha sido tão parcial em sua análise, restringindo a prática tão usada na Guerra Fria de “lavagem cerebral” a tão somente a “idolatria de líderes religiosos”, pois na verdade concreta e real a prática de lavagem cerebral ou mental é uma ferramenta de convencimento nascida no marketing empresarial capitalista para venda de produtos e de disputa de concorrência de mercado. Eu acho que por conta de ter vivido na era da Guerra Fria eu cresci ouvindo sobre lavagem cerebral, mensagem subliminar e controle da mente, então não foi surpresa que na fase adulta eu dediquei parte do meu tempo a estudar tal assunto misterioso, conspiratórios e paranoico. Da área do marketing a prática de manipulação mental de convencimento não só vendia produtos mas transformava qualquer coisa ou indivíduo em mercadorias de venda. Na minha percepção o primeiro produto de consumo de grande alcance mundial e de marketing, no caso cultural, foi o conjunto de rock britânico The Beatles, na década de 1960, de lá para cá tudo o mundo foi se tornando uma formidável lavanderia cerebral. 


Quem prática marketing político como eu, sabe que todo candidato é um produto a ser vendido e comprado pelos eleitores. É só ter um dedo de prosa com qualquer marqueteiro para perceber o tom de “propaganda” de comerciais. Então, ingenuidade de quem pensa que alguma novidade no método da lavagem cerebral, todo o cenário mundial da realidade atual foi construído com base na sua engrenagem, que agora sobe para um novo nível de tecnologia digital com a Inteligência Artificial


Após cinquenta anos de vida profissional que permitiu-me iniciar na área de vendas e marketing das coisas e depois empregar o conhecimento adquirido na prática de venda de pessoas, atividade que ganhou projeção com o título de Relações Públicasque deu um tom elegante para uma atividade tão promíscua quanto a cafetinar, pois é venda de uma pessoa como produto de consumo e tráfico de relações, onde é imprescindível a capacidade criativa do profissional de convencer que banana e abacaxi, ou que o mau caráter do sujeito que é o seu produto é o cidadão mais ilibado, honrado e ético do mundo. O marqueteiro ou o relações públicas estão como o advogado penal para seu cliente, que ele sabe que não é inocente e mesmo assim clama por sua inocência. Estes três exercícios profissionais possuem por especialidade intrínseca defender o que muitas vezes é indefensável e sabem vender produto ruim como se fosse o melhor do mercado com toda hipocrisia e cara-de-pau necessárias.


Agradeço ao jovem comentarista Joel Pinheiro da GLOBONEWS por ter levantado a bola para mim e eu pudesse dar uma cortada e marcar um ponto com este meu texto. Eu não podia perder a oportunidade de clarear as ideias das pessoas de modo a deixa-las mais lúcidas e conscientes que o uso da Internet seja dentro ou fora das redes sociais e com o aprimoramento trazido à comunicação pelo emprego da Inteligência Artificial que constituem o novo mundo virtual, que impregna a nossa nova realidade é irreversível e imparável. 


A evolução da inteligência humana se apresenta na habilidade que eleva o ser humano a categoria a uma categoria de superioridade racional sobre outros animais e seres vivos por conseguir criar artefatos e instrumentos que o auxiliem em seus instintos de sobrevivência e preservação da espécie. Como todos seres vivos somos também impulsionados para a manifestação da vida, vivemos para existir, e cada ser vivo o faz a seu modo, gastando seu tempo precioso em viver e dar vida, e não em se autodestruir e nem destruir o mundo em que vive como nós humanos temos o mau hábito de fazer. O ser humano é a única criatura viva que é não só destrutivo ao meio em que vive, o que o qualifica como o mais perigoso predador dos seres vivos, como anormalmente autodestrutivo. 


Apesar desta deficiência cognitiva que causa a tendências humana à destruição e à autodestruição, e que torna o ser humano portador de uma imperfeição natural, e impede que onseu progresso tenha perenidade, o ser humano aprendeu assim mesmo a fazer bom uso das coisas e a construir seu processo cultural e civilizatório, transmitindo de geração a geração o seu aprendizado, o qual passou a ser o grande tesouro da memorabilia humano. 


Observando a memorabilia humana o famoso estudioso da mente humana, o suíço Carl Gustav Jung (1875 - 1961), foi o primeiro explorador e estudioso científico dos chamados fenômenos precognitivos, não vendo-os como manifestações de mero acaso ou coincidências e considerava que as visões/sonhos podiam antecipar o futuro, como alertas para a consciência e transformação pessoal, usando-os para explorar a conexão entre psique e matéria e a necessidade de autoconhecimento para lidar com desafios, incluindo suas próprias experiências pessoais com eventos futuros, como sua premonição da Primeira Guerra Mundial


Para Jung, a precognição não era uma habilidade mágica, mas um entrelaçamento entre a mente e o mundo, onde o acaso ganha significado, revelando padrões do inconsciente coletivo. A essa rede de consciências Jung chamou de sincronicidade, à qual se relacionam as ocorrências de eventos significativos sem relação causal aparente (ex: sonhar com um evento e ele acontecer), mostrando que a psique e a matéria se conectam em "nós". Jung via essas premonições como uma chance para a humanidade refletir, mudar e evitar desastres, sendo um convite ao crescimento e à cura, não ao desespero. Ele próprio teve visões e experiências, como a de quase morte, que reforçaram suas teorias, mostrando que o inconsciente pode se manifestar de formas que transcendem o tempo.


Os estudos de Jung levaram-no a identificar a existência de um inconsciente coletivo que não se desenvolve individualmente, ele é herdado. É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade.


Inconsciente Coletivo de Jung é uma camada profunda e universal da psique, herdada por toda a humanidade, contendo padrões inatos que influenciam pensamentos e comportamentos, explicando temas e símbolos semelhantes em mitos e culturas de todo o mundo, sendo uma base comum para a consciência individual. O inconsciente coletivo seria um reservatório de sabedoria e predisposições ancestrais, como o medo de cobras ou o arquétipo da Mãe, que moldam nossa percepção do mundo sem que tenhamos tido a experiência direta, como uma biblioteca de imagens primordiais compartilhadas.


Em 1952, Jung lançou seu livro “SINCRONICIDADE, onde explorou  sua ideia do consciência coletiva como uma biblioteca que poderia ser acessada através de um determinado estado mental. Por volta de 1987, eu sofri uma crise financeira e emocional profunda na minha vida, a qual levou-me a buscar maneiras de compreender melhor a minha mente para sair da depressão que estava levando-me para baixo. Foi quando caiu nas minhas mãos, ao melhor estilo serendipity, que Jung teria ficado fascinado, o seu livro SINCRONICIDADE, que minha mente devorou como se tivesse morta de fome de sabedoria, tamanha era a minha necessidade de explicações razoáveis e racionais para o processo mental que possuo. A partir dessa leitura nunca mais parei de fazer da minha mente como objeto do meu próprio estudo, não como autoanálise ou autoconhecimento, mas a dissecando com método científico mesmo, e hoje eu tenho uma explicação bastante realística para o que me acontece: eu tenho a mais profunda convicção que eu estou conectada a uma inteligência universal do mesmo modo que as redes de computadores se conectam à Internet. Eu posso até afirmar que essa inteligência universal se manifestou na realidade através da computação, a criação digital e com a rede da Internet se fez real. 


Quando o pai da química moderna, o francês parisiense Antoine Laurent Lavoisier (1743-1749) teve seu momento eureca 💡 e afirmou: “Nada se perde, tudo se transforma.” Ele foi de uma genialidade absoluta. Pois a vida é um processo inesgotável de transformação, com uma mudança sendo a causa de outra mudança de maneira interrupta. Onde o ser vivo que sabe fazer bom uso de todas as coisa ofertadas pelos incontáveis recursos da natureza deste mundo surpreendente e formidável será sempre o grande vitorioso, eu diria mais, a vida sempre será a grande vitoriosa sobre tudo mais, inclusive nós. Lembram daquele que afirmava que a “vida é eterna”, disse a pura verdade.


Por isso, não devemos perder tempo pensando em acumular coisas, ou acumular likes 👍🏻 nas redes, ou lutar por validações que alimentem os nossos caprichosos egos, antes busquemos fazer bom uso de todas essas coisas que nos são disponibilizadas para criar um futuro melhor para cada um e para todos os seres viventes nessa única casa existente, a Terra. É isso que a Inteligência Universal quer, e o que ela quer, ela sempre consegue, a despeito de quem queira se opor a ela. Estamos conversados? Vai ser do modo difícil ou do modo fácil, você que escolhe! 😃



REFERÊNCIAS 


https://www.instagram.com/reel/DTUJrawFEkY/?igsh=MWs0YWQ3cGw1MjZsOQ==


https://www.economist.com/leaders/2026/01/08/france-is-paralysed-and-everyone-is-to-blame

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

JOGO DE CULPAS

 JOGO DE CULPAS


BIA BOTANA


O jogo de culpas não diz respeito a ser culpado de algo, mas de fazer os outros se sentirem culpados por algum motivo qualquer que os faça sentir inferiores ou não adequados. 


O jogo de culpas é uma prática antiga, que deu ao decadente império romano uma nova roupagem e uma sobrevida milenar ao personificar a Igreja Católica Apostólica Romana. Apesar de Jesus, o Nazareno, o Senhor e Filho Unigênito de Deus, o Messias, ter vindo para tirar os pecados do mundo, perdoar a todos de seus erros e arrancar a culpa humana carregada desde o pecado original e sobretudo condenar os acusadores por castigar os pecadores, o jogo de culpa foi e é o maior ganha pão da Igreja Católica, assim como de TODAS as outras igrejas saídas dela com a título

de serem melhor do que a Igreja Mater que as originou, seja qual forma de protestantismo adotado sempre estará presente o uso do jogo de culpas, com acusadores com o dedo em riste, tal como no passado foi acusado o mais justo dos homens que andou na face da terra, Jesus. 


A passagem mais reveladora da perfídia do jogo de culpas é apresentado por Jesus quando uma mulher acusada de adultério estava prestes a ser apedrejada como mandava a lei levítica de Moisés. E, os judeus fariseus querendo colocar Jesus à prova, perguntaram a ele o que lhe parecia, se a mulher devia ou não ser apedrejada, e Jesus que estava a escrever algo riscando o chão com um graveto (Ah! Sim! Jesus sabia escrever e ler, o que lhe dava status de escriba e mestre naqueles tempos em que raras eram as pessoas versadas em letras, é bom não esquecer disso.), parando de escrever e olhando para eles, Jesus disse: “Atire a primeira pedra quem não pecou.” E Jesus voltou a escrever. Os homens após uma breve reflexão não atiraram nenhuma pedra e retiraram-se do local. Estando Jesus a sós com a mulher, então falou a ela: “Onde estão aqueles que a acusavam? Se eles não a condenaram, eu também não a condeno. Vá e não peque mais.” 


Minha curiosidade sempre foi querer saber o que Jesus estava escrevendo. E, hoje, eu tenho uma convicção absoluta que ele escrevia: “Porque misericórdia quero, e não sacrifícios; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos.” (Oséias 6:6) Afinal, sempre foram muito raras as pessoas que se interessam em querer saber como Deus pensa, e, principalmente em querer aprender de vero com o conhecimento de Deus, a maioria se importa com o próprio pensamento, se acham sábias, se o fossem conheceriam a própria ignorância. 


Toda criança católica é educada com o jogo de culpas, pois Deus que tudo-sabe a está julgando e a culpando o tempo todo, Deus geralmente vira o bicho-papão, e possivelmente nasceu daí a ideia do “Big Brother” dos nossos dias, que vigia a todos e virou programa de grande sucesso televisivo pelo mundo, onde a prática do jogo de culpas manipula os participantes psicologicamente. Particularmente, eu não gosto deste programa, eu acho abusivo, e aqui no Brasil está na 26° edição transmitido pela TV Globo, o BBB está com estreia marcada para a próxima segunda-feira. dia 12 de janeiro de 2026. Fica para quem quiser ver o programa e identificar as mais diversas práticas do jogo de culpas. 


Se diz que católico nasce culpado, e que a culpa católica jamais abandona uma pessoa. Eu acho que é verdade. Eu luto contra essa culpa católica todos os dias falando o seguinte mantra para mim mesma:”Você merece o bem que recebe. Deus quer que você seja feliz.” Mesmo assim, ainda ela teima em surgir em pensamentos intrusivos e eu expulso-os com firmeza, sem o menor sentimento de estar errada. 


Eu sou especialista no jogo de culpas, pois fazer o que é certo sempre foi algo natural para mim, não tenho mérito algum por isso, e acho que por essa razão que vivo sendo chamada com desdém de “Madame Certinha” (“Lady Uptight”) ou de “Santinha” (“Little Saint”). Todavia, quando tudo mais dá errado para meus detratores e eles bem sabem vir atrás de mim pedindo para que eu conserte o malfeito deles. Eu acho muito curioso o comportamento desse tipo de gente, mas tenho aprendido a deixar que se virem e arquem com as consequências dos próprios atos, mas eu ainda tenho meus momentos de misericórdia e ajudo quando posso ajudar. Dada a essa experiência, eu reconheço o jogo de culpas desde o primeira jogada e aprendi a não entrar nele. Por isso as pessoas dizem que eu sou uma pessoa “difícil” de dobrar, resistente às críticas etcetera e tal. É verdade, sou mesmo, e, hoje ainda muito mais do que antes, eu não entro no jogo de culpas que tentam sempre armar para mim. Logo eu alerto aos desavisados: “– Não tentem me fazer sentir culpada de nada, porque não vou me sentir culpada e muito menos eu vou me desculpar por ser como sou, uma pessoa do bem e avessa a praticar o mal.” Isso não quer dizer que eu sou perfeita, longe disso, mas sempre dou o melhor de mim e tento me aperfeiçoar praticando o “vá e não peque mais” de Jesus cotidianamente, adotando o bom hábito de corrigir-me quando erro. Como escritora eu sei que um bom texto é feito de muitas correções e revisões, há que ter paciência com os próprios erros. 


Na política, os partidários da esquerda adoram praticar o jogo de culpa, o sujeito não pode ser rico que já é culpado por isso. Já os partidários da direita praticando o jogo de culpa dizendo que benefícios sociais é para gente vagabunda. Ambos os lados políticos estão errados, pois o rico não pode ser culpado por ser rico, mas, sim, por ser mesquinho e devia descobrir o prazer de fazer o bem e sentir-se bem por compartilhar sua prosperidade. Já os necessitados de auxílio social do governo deviam fazer uso dos benefícios ofertados enquanto fosse preciso e ter a dignidade de deixar de fazer uso deles quando não precisassem mais, para que outra pessoa pudessem ser beneficiadas. O bem agir pode estar tanto num lado político como no outro. Afinal podemos pensar de maneiras diferentes e ao mesmo tempo agirmos juntos para o bem comum, ou não podemos? Para vivermos coletivamente é preciso aceitar as regras pré-estabelecidas do contrato social que a rege. As regras da Lei são para todos e ninguém deve pensar que está acima da Lei. Eu gosto muito de ler as Epístolas de São Paulo, ou Paulo de Tarso, como queiram. Se Jesus foi o mestre, Paulo foi o legislador dos ensinamentos de Jesus. Não concordo com todas colocações de Paulo, mas com a maior parte. Paulo, cujo passado fariseu permeia seu pensamento, nos dá uma medida correta da Lei, ao analisar que aquele que vive segundo a Lei já faz uso dela e a necessidade da Lei se aplica mais a quem a transgride. O transgressor da Lei tem que arcar com as consequências de seus maus atos. Isto, não é uma questão de culpa aleatória, mas culpa comprovada pela justiça. Então, quero esclarecer que o jogo de culpas não se refere à culpa jurídicas, mas a outro tipo de coisa, se refere a manipulação psicológica.


Todo mundo uma hora ou outra adquire o seu “telhado de vidro” e quem atira pedras nos telhados dos outros, poderá eventualmente receber as mesmas pedras de volta. As pessoas deveriam pensar nisso antes de atirar a primeira pedra. 


Se o mundo hoje se reaproxima outra vez de uma terceira grande guerra é porque se está cometendo os mesmíssimos erros de antes, os erros de então não foram corrigidos e não estão sendo corrigidos agora. É bom que recordemos que foi um jogo de culpas bem jogado que colocou essa gente duvidosa e oportunista para exercer o poder e governar aquele que se diz o “mais poderoso” país do mundo e está a virar de cabeça para baixo as leis que regem a nossa sociedade, trazendo a instalação do caos a fim de exercer seu poder. Considerando que quem precisa praticar a autoafirmação constantemente demonstra mais  insegurança do que poder que possa possuir, pois a sabedoria comum ensina que o verdadeiro poderoso não tira a espada da bainha, impõem seu poder com fala baixa e não grita. Daí se dizer que quem muito grita não está com a razão. Então, não culpem este velho homem recalcado com complexo de deus, pois ele é fruto da má escolha do povo dele, que foi vítima da manipulação desse senhor e seu maléfico jogo de culpas.Mas, daí nós que não tivemos parte nessa escolha cairmos na infelicidade do jogo de culpas dele também, é  de muita falta de discernimento da nossa parte, não é não? 


Será que não há nenhum adulto na sala do cenário Internacional para colocar ordem no presente caos? Não terá alguém de coragem para chamar os líderes mundiais a terem um pouco de sensatez em vez de colocarem fogo nesta incendiaria fogueira de vaidades, que está se alimentando de toda essa gente insana que está vendendo suas almas para o diabo para serem ricos, famosos e poderosos, e se acham os tais e vão acabar na miséria do pó como todos viventes, mais dia menos dia?


Eu não acuso ninguém, eu não culpo ninguém da atual nefasta circunstância que ameaça toda a humanidade e a nossa essência humana que faz sermos quem somos, eu busco entender como chegamos a este ponto, pois não acredito que o destino humano seja a autodestruição com bombas atômicas, tipo “little boy”, lançada pelos norte-americanos sobre um povo civil indefeso em Nagasaki, só para que o Japão não se rendesse à União Soviética (Rússia) e, sim, aos Estados Unidos. A primeira bomba atômica não foi lançada para acabar com a Segunda Guerra, em 1945, isto é a lenda que criaram como desculpa e virou “História”, mentirosa, mas ainda é História. Não, eu não culpo ninguém, pois buscar culpados nunca e jamais resolve nada. Eu julgo para ter consciência do certo e do errado, a fim de praticar o bem para mim e para os outros, combatendo como posso a insensatez deste tempo turbulento, para que alguns escapem da desgraça e encontrem refúgio para sua consciência além do amanhecer por mais um dia. É preciso buscar soluções, é preciso mudar o comportamento que se tem frente à adversidade e ao que é de contrário ao progresso civilizatórios que almejamos para o futuro da humanidade, mas, mais do que tudo, nós precisamos acabar de vez com esse jogo de culpas que nos faz tanto mal.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

PARA NÃO ESQUECER

 PARA NÃO ESQUECER


BIA BOTANA


Eu nunca vou esquecer o dia 8 de janeiro de 2023, quando uma multidão de parco tamanho de manifestantes de extrema-direita, que estivera acampada em frente ao “Forte Apache” – apelido do QG do Ministério do Exército Brasileiro na Asa Norte em Brasília –, desceu a Esplanada dos Ministérios, não pelo acesso da pista  ao lado da Catedral de Brasília como de costume às manifestações populares, mas pela via que acessava o Palácio do Planalto, só ver isto eu pensei: “Tem algo errado!”


Era um domingo, e quem já residiu em Brasília sabe, é um dia “morto”. A Esplanada estava vazia. A posse do 3° governo de Luiz Inácio Lula da Silva transcorrera com normalidade no dia 1° de janeiro de 2023. Após a posse o Congresso, o Executivo e o Judiciário retornaram ao costumeiro recesso e só retornariam às suas  atividades normais ao  início de fevereiro. É como se durante esse período a Praça dos Três Poderes dormisse, apesar do trabalho frenético que ocorria nos Ministérios, mais ativos do que nunca com a preparação da engrenagem gigantesca do Estado brasileiro para o novo governo, de diretrizes amplamente diferentes do governo que o antecedera.


Os canais de TV postaram suas câmeras móveis para fazer o acompanhamento da multidão de derrotados envoltos cabisbaixos em bandeiras do Brasil e com suas camisas amarelas da seleção de futebol do Brasil, que também fora derrotada na Copa do Mundo de 2022. Havia um estranho silêncio, daquele tipo que na natureza antecede a tempestade. 


Tudo aconteceu muito rápido e quando os apoiadores do ex-presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro chegaram à Praça dos Três Poderes, eles se dispersaram como enxames de vespas ou marimbondos em direções diferentes, numa estratégia de ataques surpresa bem estudada, e, de um momento para o outro, se dividiram em três grupos. Um avançou subindo a rampa e invadiu o Palácio do Planalto, outro grupo invadiu o Congresso Nacional e último invadiu o Superior Tribunal Federal. As imagens anteriores de uma multidão antes ordeira e pacífica, fazendo uma manifestação democrática, deram lugar a cenas brutais de vandalismo e atos inimagináveis de desrespeito com as instituições democráticas brasileiras. 


Nunca eu vou conseguir esquecer tamanha demonstração popular anti-patriótica e anti-democrática. O mais estranho de tudo era saber que foram os militares saudosistas do tempo da ditadura militar no Brasil os idealizadores daquela manifestação bárbara de desordem pública.Eu pensei, então, que talvez os militares da conspiração estivessem reeditando os episódios de violência que surgiam do nada de tempos em tempos para respaldar a permanência deles no poder por mais de duas décadas. Os governos dos generais do Exército de então justificavam assim o prolongamento do governo de opressão e sem direitos democráticos, devido às desordens sociais, que pelo visto eram articuladas e promovidas por eles mesmos.


De 1993 a 1996 eu fiz um trabalho de Relações Públicas para os militares brasileiros, a fim de garantir transição do processo democrático e evitar que um revanchismo da sociedade civil atingisse aos militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Apesar da alta dificuldade da missão, por algum motivo que considero milagroso, eu consegui não só que os militares fossem vistos com bons olhos pela sociedade brasileira, como até que eles pudessem ter aspirações de participação política atendidas como candidatos ao parlamento nas eleições de 1994


Contudo, ao ver a balbúrdia daquele populacho 29 anos depois, destruindo tudo que representasse o Estado Democrático de Direito Brasileiro, eu só tinha no meu pensamento o arrependimento por ter confiado minha boa fé a quem não mereceria nem mesmo a minha mais ínfima consideração. Eu inadvertidamente e ingenuamente fora manipulada pelos militares e ajudara a criar um monstro! 


A sabedoria popular bem diz que o inferno está cheio de boas intenções, e eu posso dizer que isso é de uma verdade absoluta. O que eu testemunhei naquele domingo, mudou o meu proceder totalmente. Eu senti uma desilusão tão grande dentro de mim que não tenho palavras para descrever. Talvez, porque eu tivesse pressentido desde a vitória de Lula nas urnas em novembro de 2022, que algo podre estava sendo tramado nos bastidores. Naquele Natal eu já estava muito triste por perdas emocionais por conta de mais um abuso de minha boa fé, pois, até então, era meu princípio acreditar nas pessoas até prova ao contrário, por conta da boa e velha  culpa católica que não saía de mim, e decidi que era preciso romper com essa atitude de vez, para poder ser feliz como desejava ser. De tanto desgosto, pela primeira vez, eu privei-me de decorar a minha árvore de Natal, adotando uma atitude estóica sabática frente ao sofrimento. Porém, eu estava de prontidão à espera de que algo ruim viesse a acontecer e não fui desapontada nisto, pois só desapontava-me na expectativa de coisas boas. Mas, na esteira do males ocorreu o menor, as perdas materiais foram grandes e eu agradeci por ninguém ter saído ferido, só os vândalos que foram presos merecidamente pela ferida aberta na democracia brasileira.


Desde este triste episódio anti-democrático o Brasil tem vivido num embate constante contra as forças da extrema-direita anti-democráticas, e tem sido um tempo muito extenuante e sem paz. Luta-se sem trégua contra a adversidade causada por esses sem consciência todos os dias, que não entendem de modo algum que não é porque se pode fazer algo que se deva fazer, e que cidadania é feita de deveres e obrigações com a sociedade e que para viver-se coletivamente é preciso aceitar o contrato social estabelecido, ou seja, as regras do jogo e não virar o tabuleiro, e, sim, ter responsabilidade. 


No Brasil ao contrário do que aconteceu com os invasores do Capitólio em 2021, os conspiradores contra a democracia aqui foram julgados, condenados e presos em 2025. Tal sucesso da justiça brasileira contou com o devido apoio da maioria da população brasileira, que considerou que o acontecido no dia 8 de janeiro de 2023 foi uma tentativa de golpe contra a Estado de Direito Democrático do Brasil, e que foi um crime praticado por uma minoria descontente e rancorosa da população brasileira.


Nós vivemos tempos difíceis em que os governos democráticos em todo o mundo estão sofrendo ataques de poderosos, que querem impor através do uso de um poder descomunal acumulado por uma elite enriquecida desde o início do século XXI, circunstâncias disruptivas com a democracia e o multilateralismo, para justificar o governo dos mais poderosos, de uma elite de bilionários que auto se proclama saber o que é melhor, para eles, e não para todos. 


O Brasil como muitos outros países terão suas eleições democráticas neste ano de 2026. Serão eleições muito difíceis pois a massa de eleitores sofrerá forte pressão nas redes sociais, devido ao uso e abuso da Inteligência Artificial manipulando imagens, vozes e argumentos. Será, pois, um desafio  para a massa mediana e abaixo da média distinguir entre a realidade e a mentira ilusória. 


No Brasil a democracia passará por uma prova de fogo nunca antes imaginada, isto porque os brasileiros possuem a presença mais ativo nas redes sociais do planeta, resta saber se eles terão discernimento para compreender que o governo do povo, para o povo e pelo povo se chama democracia, e que qualquer outra forma de governo,  especialmente aquele do “porrete” ou do “big stick”, condenará eles à servidão e à desigualdade social, perda de direitos e inclusive à perda da cidadania, e esse tipo de governo é de longe o mais indigno de todos governos. 


Como bem disse Winston Churchill em seu discurso na Câmara dos Comuns em 11 de novembro de 1947:


"Muitas formas de Governo foram experimentadas, e serão experimentadas, neste mundo de pecado e miséria. Ninguém finge que a democracia é perfeita ou infalível. Na verdade, já se disse que a democracia é a pior forma de Governo, exceto por todas as outras formas que foram tentadas de tempos em tempos. “


BRASILEIROS E BRASILEIRAS NÃO SE ESQUEÇAM DISSO!  🇧🇷

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

ATENÇÃO PERIGO!

 ATENÇÃO PERIGO! ⚠️ 


BIA BOTANA




Ontem, 6 de janeiro de 2026, terça-feira, eu fiquei extremamente grata ao ler o artigo publicado na seção IDEAS da TIME (time.com), o artigo “The Top 10 Global Risks for 2026”, com a análise excelente de Ian Bremmer (colunista e editor convidado de negócios internacionais na TIME. Ele é presidente da Eurasia Groupfamosa agência de análise de risco político e da GZERO Media, que se dedica a fornecer análises de inteligência para ao engajamento da cobertura de assuntos internacionaisEle também é professor de geopolítica na Columbia University’s School of International and Public Affairs (New York- NY) e seu livro mais recente é “The Power of Crisis - How Three Threats – and Our Response – Will Change the World”. (The Power of Crisis)


Eu não sou fã de agências de risco, são dadas a análises futuristas que na maioria das vezes dǎo totalmente erradas, no que se relaciona ao Brasil foram tantos erros que só posso atribuir a uma tentativa contumaz de especulação para ter lucros inimagináveis no mercado Internacional. Mas, desta vez Ian Bremmer trouxe-me uma grata surpresa com sua sincera e lúcida análise (link ⬇️ em Referências). 


No TOP ONE ele colocou:

A Revolução política nos EUA 

“O que começou como uma quebra tática de normas se transformou em uma transformação sistêmica: a tentativa do presidente Donald Trump de desmantelar sistematicamente os mecanismos de controle do seu poder, capturar a máquina governamental e usá-la como arma contra seus inimigos internos. Com muitas das salvaguardas que resistiram durante o primeiro mandato de Trump agora cedendo, não podemos mais afirmar com certeza que tipo de sistema político os EUA serão quando essa revolução terminar. Em última análise, é mais provável que a revolução fracasse do que tenha sucesso, mas não haverá como voltar ao status quo. Os EUA serão a principal fonte de risco global este ano.”

Concordo com ele em tudo! 

Well done ✅


Depois eu discordo da ordem, elevo de terceiro a segundo lugar: 

A Doutrina Donroe 

“O presidente Trump está revivendo e reinterpretando a lógica da Doutrina Monroe em um esforço para afirmar a primazia dos EUA sobre o Hemisfério Ocidental. A grande notícia deste ano é a Venezuela, onde a crescente campanha de mudança de regime de Washington resultou em uma vitória de destaque para Trump com a deposição e o julgamento de Nicolás Maduro nos EUA. Mas derrubar Maduro foi a parte fácil; a transição para um governo estável, favorável aos EUA, ainda que não democrático, será mais desafiadora. Em toda a região, as táticas americanas autoritárias correm o risco de provocar reações adversas e consequências indesejadas.”

Well done! ✅


Acrescento que o episódio da intervenção militar na Venezuela é um aviso não só para os países do hemisfério ocidental das Américas, que é uma ameaça para todo ou qualquer país de interesse do governo de Donald Trump, hoje é a Venezuela, amanhã pode ser a Groenlândia, o Canadá ou o Brasil. Foi um precedente que tirou toda a estabilidade do mundo, abrindo as portas do Inferno e liberou geral a contravenção das leis internacionais. 


Subo de sexto lugar para terceiro top risco: 

O Capitalismo de Estado com características americanas 

“A administração mais intervencionista em termos econômicos desde o New Deal se consolidará ainda mais em 2026. O capitalismo de Estado de Trump é pessoal e transacional: empresas que se alinham a ele recebem tratamento favorável; aquelas que não se alinham correm o risco de ficar em desvantagem. O conjunto de ferramentas é amplo e inclui tarifas, participações acionárias, acordos de compartilhamento de receita, influência regulatória e acordos de investimento em troca de acesso ao mercado. A lógica transacional se estende também a governos estrangeiros. Com as eleições de meio de mandato se aproximando e o descontentamento econômico aumentando, Trump intensificará o intervencionismo em vez de recuar. As tarifas enfrentarão restrições este ano, então o governo recorrerá a outras ferramentas, escolhendo vencedores e perdedores em uma escala nunca vista na história moderna dos EUA. O precedente servirá de base para administrações futuras.”

Well Done! ✅


Nem preciso dizer que compartilho da mesma visão, já que no meu artigo de ontem “O fim do sonho” (link ⬇️ em Referências) denunciei o fim da Democracia com a promoção descarada da PLUTOCRACIA norte-Americana, que está instrumentalizando todo o sistema econômica-financeiro da já existente bancocracia que influência aos governos e suas políticas de forma a se tornar um sistema digitalizado para exercício do poder norte-americano sobre o mundo, sem excessões, ninguém escapará desta armadilha, quando digo ninguém é ninguém mesmo. O que remete ao oitavo risco colocado por Ian Bremmer, que eu coloco como quarto, mas na verdade é o grandioso poder que sustenta os três primeiros top riscos anteriores na minha lista: 


A IA devora seus usuários

“ A IA é uma tecnologia revolucionária, mas ainda não consegue atender às expectativas dos investidores. Sob crescente pressão para justificar avaliações altíssimas e sem restrições, diversas empresas líderes em IA adotarão modelos de negócios extrativistas (como experimentar anúncios inseridos em conversas onde, diferentemente da busca tradicional, não há como distinguir informações neutras de influência paga) que ameaçam a estabilidade social e política — como as redes sociais, só que pior. As redes sociais capturaram a atenção; a IA programa comportamentos, molda pensamentos e influencia a realidade. A ameaça a curto prazo não são máquinas sobre-humanas, mas o declínio do pensamento, dos sentimentos e da interação social humana.” 

NOT WELL DONE!  


Eu considerei a análise de risco do que está acontecendo no cenário digital bastante raso, e abriu espaço para eu me questionar se fora proposital para não entrar em conflito com os plutocratas digitais da corte norte-americana de Donald Trump 👑. Talvez, não tenha sido má fé a omissão de uma análise fidedigna do risco que todos nós estamos correndo, talvez tenha sido o instinto de preservação, pois Ian Bremmer faz parte do problema também e ninguém em sā consciência se acusa de participar de uma conspiração mundial disruptiva que pretende virar o mundo upside down, literalmente de cabeça para baixo para instalar uma NOVA ORDEM MUNDIAL segundo os dogmas insensatos do King Donald Trump e seus plutocrata digitais. Gostaria de acrescentar que os outros seis top riscos de Ian Bremmer ao meu ver são decorrentes destes aqui mencionados.


Eu tenho escrito muitas e muitas vezes sobre os perigos gravíssimos que nos todos estamos correndo. Por vezes me sinto como uma arauta do Apocalipse. Infelizmente, a experiência me ensinou que ter a capacidade ou dom de analisar perspectivas de cenários futuros é mais uma maldição que outra coisa. Eu me sinto como a mãe de um moleque teimoso, que gasta saliva explicando porque não deve fazer algo que é estupido, e o moleque vai lá e faz só o quer e chega de volta em casa estrupiado, e lá vou eu fazer o curativo. Fico sem saber porque é tão difícil as pessoas de modo geral darem ouvido a conselhos sensatos. Na minha opinião é por conta de uma vaidade gigante de mostrar não que sabe tudo, mas que pode tudo o que quiser. São pessoas caprichosas que nunca podem ser contrariadas. 


Ontem, também vi uma postagem do ICL Notícias para uma chamada de um artigo de Lindener Pareto, professor de Teoria Crítica da Sociedade, entitulado “Trump:O Topete Imperial do Caos” (link ⬇️ em Referências) em que logo no primeiro parágrafo instiga o leitor a refletir: “Em meio a sussurros diplomáticos e manchetes estridentes, uma pergunta paira sobre o tabuleiro geopolítico global: qual ordem mundial está se desenhando ou, mais precisamente, se redesenhando? A resposta, longe de ser um mero exercício de futurologia, parece se materializar em tempo real, com contornos grotescos e um protagonista que desafia qualquer roteiro previsível. No centro desse furacão, com seu topete dourado quase putrefato, e um rastro de caos, está Donald J. Trump, o homem que personifica a crise e a contradição de uma era.”


Não consegui guardar para mim a reflexão que tive e escrevi no comentários da postagem: 

“Infelizmente o que nós estamos presenciando não é fruto de um dia, mas é a trajetória de longos 25 anos.

Tudo começou após 11 de setembro de 2001, os EUA sempre foram intervencionistas e após o ataque terrorista que revelou a vulnerabilidade do país, uma paranoia doentia começou a crescer como um vírus afetando o discernimento do povo. Não é só uma pessoa que pode ser um doente mental, pode ocorrer também de um povo ir a loucura e apresentar um espírito de manada doentio, vimos isso na invasão do Capitólio (Washington DC, EUA, 6 de janeiro de 2021) e na invasão da Esplanada (Brasília DF, Brasil, 8 de janeiro 2023). Quando loucos são eleitos é sinal que a Nação está doente. Já aconteceu tantas vezes na história que eu me admiro que não tenha nenhum estudo científico a respeito, e pior que ninguém se proponha a tratar dessa loucura degenerativa da humanidade que a impede de viver pacificamente e sempre a faz recair na degeneração de suas virtudes.”


Em resumo, nós temos que ter consciência de que nós deixamos as coisas rolarem soltas… Que entraram no nosso jardim e roubaram uma flor e nós deixamos. Depois vieram e mataram nosso cachorrinho (literalmente) e não falamos nada… E agora ameaçam tomar nossas vidas e agimos como baratas tontas! Por hoje é só e suficiente  mais um alerta de perigo.⚠️ 


Referências 


https://time.com/7343169/top-10-global-risks-2026/


https://biabotananews.blogspot.com/2026/01/o-sonho-acabou.html?m=1


https://iclnoticias.com.br/trump-e-o-topete-imperial-do-caos/