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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

DAS PALAVRAS À AÇÃO

 DAS PALAVRAS À AÇÃO 


BIA BOTANA




Palavras sozinhas não mudam nada, mas a palavras quando são acompanhadas de ação podem mudar tudo! A começar por nós mesmos, ao nos dar uma nova perspectiva, e ao mudarmos, nós somos capazes de mudar o mundo ao nosso redor.

Não sei quantas vezes já trilhei a jornada de metamorfose que transformou-me em outra coisa diferente da que era antes. Sempre quando eu pensei que chegara ao fim, apenas era o início de uma nova abordagem do destino. 


No domingo eu publiquei o texto: “Um Triste Natal” (link ⬇️ em Referências), o qual tem conquistado leitores mais do que eu podia imaginar, e agradeço a todos que gastam seus olhos em ler meus textos e também de outros escritores, pois com suas leituras dão significado ao propósito de vida de quem escreve. Desde que retornei à escrever aqui. eu tenho me sentido como uma árvore que ao dar seus frutos não pensa a quem eles irão alimentar, e os produz porque simplesmente dar frutos é da sua natureza instintiva, para isso foi criada. Portanto, no meu último texto eu escrevi: 


“(…) Por José, por Maria, pelo amado Menino-Jesus, o nosso Menino Deus, pelo burrinho que carregou Maria, pela boa vaquinha que cedeu a manjedoura como berço para Jesus, pelas ovelhas e seus cordeiros, pelos pastores chamados pelos anjos para adorarem Jesus, pelos Reis Magos que vieram do Oriente presentear o Rei que havia nascido para o mundo, pela Estrela Guia, pelos anjos do Céu, pelo Senhor Deus Todo-poderoso que amou tando a humanidade que lhe deu seu filho único e por todas gerações daqueles que vieram antes de mim, que também creram na mais bela história de todos os tempos sem a ter testemunhado, eu vou celebrar este Natal! Eu vou enfeitar uma árvore como se fosse da vida, eu vou montar o presépio de meus avós, eu vou colocar a estrela no topo da arvorezinha de Natal e a iluminar lembrando que “a luz veio ao mundo” e ela continua brilhando por 2031 (2025 + 6 do recenseamento romano), DOIS MIL E TRINTA E UM ANOS, e este é um grandioso milagre de Deus! (…)”. 


Portanto, de nada adiantaria dizer e não realizar! Apresento na foto acima o fruto das minhas palavras: a pequena árvore de Natal e o que restou do Presépio da minha infância, assim, como alguns enfeites antigos de quando era criança.  Eles não competem em beleza com as belíssimas decorações das árvores de Natal e lindos presépios chineses e italianos que hoje se vê à venda nas lojas dos shoppings, as mecas do consumidores de hoje, mas eles possuem história, passado, resiliência, resistência e tradição, um caráter sagrado que só a passagem do tempo pode dar e que expressa através de provas incontestáveis que é verdadeiro. 


Desejo que todos encontrem a própria verdade do Natal dentro de seus corações. E, encontrando descubram que o amor em sua mais alta manifestação é generoso, misericordioso, solidário, e alegra-se em dar mais do que recebe. 


TENHAM UM FELIZ NATAL E A PAZ DE JESUS ESTEJA CONOSCO! 

❤️🎄❤️


Referências 


https://biabotananews.blogspot.com/2025/12/a-tristeza-do-natal.html?m=1

domingo, 14 de dezembro de 2025

A TRISTEZA DO NATAL 💔

 A TRISTEZA DO NATAL 💔


BIA BOTANA


A tradição do Natal começou nos primórdios da Igreja Católica, após a institucionalização da religião cristã primitiva de grande influência grega ter sido reconhecida pelo imperador romano Constantino, que em 313 d.C. a legalizou com o Édito de Milão. E em 317 d.C. adotou na sua bandeira o monograma com as duas letras iniciais X e P sobrepostas da palavra grega “ΧΡΙΣΤΟΣ", em latim Christhós, que significa “ungido” em consonância com a a palavra “Messias” de origem hebréia. O símbolo se tornou conhecido como Chi–Rhu (nome das letras X e P em grego), veio a nomear a nova religião romana como “cristianismo” e seus seguidores como “cristãos”. 


Quando os ensinamentos deixados por Jesus deixaram as sombras da clandestinidade e vieram à luz, apareceram várias vertentes da doutrina originária da tradição judaica, o que causava acalorados debates entre seus adeptos, o que levou Constantino a realizar o Primeiro Concílio de Nicéia, em 325 d.C. a fim de justamente conciliar as várias ideias e promover uma unificação da nascente doutrina cristã. 


Foi apenas com o César Teodósio I, que em 380 d.C., com o Édito da Tessalônica que o cristianismo foi feita religião oficial do Império Romano, e estabeleceu uma teocracia como forma do governo imperial romano em seus vastos territórios abrangendo o Ocidente no continente europeu e o Oriente com a costa mediterrânea do norte do continente africano e as terras do Oriente Médio. 


Nascido em família muito abastada, no ano 275 d.C. em Pátara, cidade marítima da Lícia, na Turquia meridional, foi lhe dado o nome de Nicolau. Ficando órfão precocemente herdou uma grande fortuna, tendo sido criado dentro dos ensinamentos de Jesus, Nicolau visitou Jerusalém na juventude, o que fortaleceu a sua fé. A exemplo da passagem evangélica do “Jovem rico”, Nicolau partilhava o de sua fortuna livremente com os necessitados e pobres.


Conta-se a história que Nicolau, “certa vez, ficou sabendo que um homem havia perdido todo o seu dinheiro. Ele tinha três filhas, as quais tinham idade suficiente para o casamento, mas não tinham os dotes para a celebração. Por isso, as filhas do pobre homem seriam vendidas como escravas, pois não poderiam viver na casa por mais tempo. Na noite antes da partida da filha mais velha que seria vendida, ela lavou suas meias e as colocou em frente ao fogo para que secassem. Na manhã seguinte, a jovem viu que havia, dentro de sua meia, uma bolsinha com ouro.” 


Tendo se tornado sacerdote na igreja de Mira, onde, com amor, evangelizou os pagãos, mesmo no clima de perseguição que os cristãos viviam. Com a morte do bispo de Mira, Nicolau foi eleito seu sucessor, conquistando a todos com sua caridade, zelo, espírito de oração e carisma de milagres em favor, sobretudo, dos enfermos, dando especial atenção aos necessitados no tempo invernal, por causa do frio. 


Historiadores relatam que, ao ser preso, por causa da perseguição dos cristãos, Nicolau foi torturado e condenado à morte, mas, felizmente, salvou-se em 325 d.C. pois foi publicado o edito de Milão que concedia a liberdade religiosa.
 Como bispo de Mira, Nicolau participou do Concílio de Nicéia (325 d.C.), onde, postou-se contra a heresia ariana, onde foi defendida a divindade de Jesus, declarado consubstancial ao Pai. Então, ocorreu o inimaginável e o próprio imperador Constantino ajoelhou-se em frente a Nicolau, para beijar as suas cicatrizes, assim como de outros cristãos torturados durante as perseguições aos cristãos. Nicolau veio a falecer no início do mês de dezembro dr 343 d.C.  e naquele ano os pobres dd Mira, lamentaram sua morte e choraram a perda de seu “santinho” protetor. 


Apesar de se saber a data da morte de Jesus, por ter se dado durante a festividade judaica da Páscoa, em 14 Nisan de um ano não preciso, sabendo-se apenas que Jesus teria algo em torno de 33 anos, menos ainda se sabe da data de seu nascimento. Levando em consideração a prova histórica de que Augusto Cesar fez da Judeia província romana em 6 a.C., o que explicaria a necessidade que obrigou José ir à Belém, para o recenseamento na cidade em que nascera, levando Maria grávida prestes a dar a luz no lombo de um burrinho. Porém, não é possível afirma com precisão o tempo da natividade, se seguisse os modos de Deus expressos nos livros sagrados hebraicos, Deus deve ter dado o fruto do seu amor, seu filho unigênito ao mundo no equinócio de outono no Hemisfério Norte, que geralmente ocorre entre 22 e 23 de setembro, e que poderia até ter coincidido com o ano novo judaico, que se dá conforme o ciclo lunar no outono, época dos frutos e da colheita. Um tempo festivo em todas as culturas, pois ter alimentos é garantia de sobrevivência 


Mas, possivelmente, para não ocorrer conflito de calendários de festas, a escolha recaiu em uma data próxima ao solstício de inverno no Hemisfério Norte, que se dá entre 21 e 22 de dezembro, e próxima à celebração da chamada “Festa das Luzes”, que celebra a iluminação do templo de Jerusalém em tempos idos pelos sacerdotes judeus. A origem desta festa remonta ao ano 165 a.C., quando os judeus macabeus, após vencerem os gregos e retomarem o Templo de Jerusalém encontraram apenas um pequeno frasco de óleo puro, suficiente para manter a luz por um dia, mas milagrosamente acabou durando oito dias, tempo necessário para preparar um novo óleo. Esse acontecimento ficou conhecido como o “milagre do óleo”, e desde então o Hanukkah celebra essa luz que não se apagou. A festa, como as outras datas religiosas judaicas, é também determinada pela fase da lua, a Festa das Luzes (Hanukkah) ocorre durante a fase da lua minguante e continua por oito dias até a lua nova. 


A tradição romana religiosa é solar. Antes do advento do cristianismo esse dia correspondia ao dies Solis('dia do Sol'),em honra da divindade do “Sol Invicto”, por este motivo  Constantino atribuiu ao dia do Sol, o dia de  “Domingo”, que vem do latim Dies Dominicus (Dia do Senhor) ou Dominica, sendo o dia sagrado da ressurreição de Cristo, a Páscoa semanal, um dia de descanso, culto e celebração da fé cristã, o "Dominus Dei" que reforça a ideia que este dia pertence a Deus.  


Em respeito a está mesma tradição solar, foram estabelecidos 12 dias de festejos natalinos, iniciado todos os anos na véspera do nascimento de Jesus de 24 para 25 de dezembro seguindo-se por 12 noites até o Dia dos Reis Magos vindos do Oriente, atualmente  6 de janeiro, seguindo a estrela guia que anunciou o nascimento do menino-Deus, a quem queriam louvar e presentear. 


Relembrar história do nascimento de Jesus era uma maneira de dar esperança e manter viva a fé, principalmente no início do inverno. O nascimento de Jesus era o símbolo da luz universal de Deus que viera iluminar não apenas um “templo” mas todo o mundo, com a promessa de salvação da escuridão da ignorância humana. 


Durante os séculos da Idade Média, o Natal era uma celebração religiosa de orações. Só no século XVI com o advento das peças teatrais, escritos diversos e poesias que com o florescimento da produção literário da cultura ocidental, os festejos natalinos passaram a ser pensados de maneira mais festiva e menos triste, pois, é preciso estar consciente de que a história do nascimento de Jesus é uma história muito triste de verdade. 


William Shakespeare (1564-1616) nunca escreveu uma peça sobre o Natal. Mas sua comédia de costumes “Twelfth Night Or What You Will” (Noite de Reis) é o mais próximo que ele chegou dos festejos natalinos. Sabe-se que na era elizabetana celebrava-se os 12 dias de Natal com músicas, festas e momentos alegres de brincadeiras, e contava com comidas tradicionais como um bolo em forma de tronco de árvore, o Tronco de Yule (Yule Log ou Bûche de Noël). “Este bolo é um pão de ló enrolado (Swiss roll), recheado com creme e coberto com glacê de chocolate ou buttercream, decorado para parecer casca de árvore com cogumelos de merengue, azevinho e frutas, simbolizando o renascimento e a esperança.” O bolo é originário de antigas tradições pagãs da celebração do solstício de inverno europeu, onde um grande tronco era queimado para trazer calor e luz. 


Contudo, o tempo de Natal era para a maioria um tempo de penúria em que os necessitados de tudo encontravam na terna tristeza da história do nascimento de Jesus, uma esperança tocante de fé para continuar na luta pela vida, uma luta que em tudo parecia inútil com a morte e a desgraça sempre espreitando. Mas, essa pobre gente acreditava que se Jesus conseguiu se sair vitorioso, eles também iriam conseguir. 


As antigas culturas pagãs do hemisfério Norte costumavam ver nas árvores de pinheiros sempre-verde ( evergreen 🌲) que não perdiam suas folhagens sob o rigor invernal, como símbolo da vida. Depois, já no período cristão essas árvores foram associadas com a árvore do Éden de Adão e Eva, e, especialmente, os povos germânicos criaram o costume de enfeitar os pinheiros com maçãs 🍎. 


No século XVI os alemães cristão luteranos, reformistas protestantes que se opunham à Igreja Católica Apostólica Romana, começaram a levar as árvores cortadas para dentro de casa e as enfeitar com luz de velas, para simbolizar a “luz” de Jesus. Algumas fontes atribuem a Martim Lutero o início desta tradição da árvore de Natal.


Contudo, o mundo viria a ser ainda mais e mais sangrento com as guerras religiosas entre os cristãos e de disputas territoriais e comerciais. O mundo queria a luz da paz de Jesus, mas não sabia como a conservar e por isso vivia na escuridão. E os Natais ano após ano eram de muita tristeza e sofrimento com a pequenina luz de esperança tremulando a dizer: “Aguenta! Você consegue!”


Foi por volta do ano de 1840, que o príncipe consorte de origem alemã casado com a rainha Vitória do Reino Unido, decidiu trazer o costume das “árvores de Natal”, para os castelos reais, e todos logo começaram a imitar a nova tradição real, como era de se esperar. Os ricos ostentavam suas riquezas com suas árvores esmeradas com luxuosa decoração, a classe média também caiu de encantos com as suas arvorezinhas de Natal. enquanto os pobres sonhavam ao poder vê-las nos locais públicos. E a moda de árvores de Natal se espalhou por todo o mundo desbancando os esmerados presépios da tradição da Católica  cristã, a quem se opunham o protestantes anglicanos do Reino Unido e outros protestantes europeus e americanos.


Foi nesta época de disputa de quem teria a mais bela árvore de Natal em Londres, que o escritor inglês Charles Dickens (1812–1870) escreveu em menos de um mês, o que ele próprio chamou de seu “continho de Natal”, com o propósito de pagar suas dívidas pendentes. Publicado em 1843, Christmas Carol (Um Conto de Natal) não só pagou as dívidas do grande escritor crítico da sociedade industrial britânica em ascensão como se tornou um dos maiores clássicos natalinos de todos os tempos. 


Por sua vez os holandeses protestantes também repudiaram a tradição dos presépios católicos com imagens representando a cena do nascimento do pobrezinho Jesus na manjedoura de Belém e se apegaram a história de São Nicolau, a quem chamavam de "Sinterklaas", uma figura que entregava presentes em meias penduradas na lareira e levaram sua tradição para os Estados Unidos, mais precisamente na cidade de Nova York onde os holandeses contribuíram para a fundação da cidade.


Nos Estados Unidos, "Sinterklaas" virou "Santa Claus". E em 1822, um poema escrito pelo norte-americano, Clement Clark Moore. chamado “ A visita de São Nicolau”, fazendo um descrição da aparência do personagem natalino que dava presentes às crianças na véspera de Natal, que seria usada quase um século depois para uma campanha de marketing, como veremos adiante.


Então, novas guerras vieram levando a precária alegria do Natal embora. Após a Primeira Grande Guerra Mundial de 28 de julho de 1914 a 11 de novembro de 1918 a tristeza do Natal era imensa nas famílias, pois todas de uma maneira tinham perdido um dos seus membros no campo de batalha. A Europa fora não só coberta de sangue é destruição nas trincheiras dos campos de batalha, mas foi assolada pela Gripe Espanhola, causando mortes incontáveis e foi a mais mortal epidemia mundial do século XX. 


Nos Estados Unidos, após a guerra fratricida da secessão, que permitiu um grande desenvolvimento industrial no final do século XIX, levando os Estados Unidos a adentrar no século XX como um poderoso player no cenários mundial, inesperadamente teve sua bolha de progresso explodido com a queda da Bolsa de New York em 29 de outubro de 1929 (Quinta-feira Negra) levando investidores arruinados a se atirarem dos altos arranha-céus, numa cena nunca antes imaginada de tanto desespero. Foi um dia de pânico com vendas massivas de ações das empresas e queda acentuada de seus valores, intensificando-se em 29 de outubro (Terça-Feira Negra), com o índice Dow Jones despencando, marcando o início da Grande Depressão. 


Naquele Natal de 1929 o jogo foi zerado, ninguém ganhou, todos perderam, e o futuro era por demais sombrio, mesmo assim apesar de tanta tristeza naquele Natal, a chama bruxuleante da esperança insistia em alentar os corações, como a dizer: “Aguenta, você consegue!”


No site do refrigerante norte-americano mais vendido no mundo, da famosa marca Coca-Cola (Coke), se pode ler como a empresa se propôs em meio a desgraça a fazer uma campanha de marketing, que alcançou um tremendo sucesso e que ao recriar o personagem Santa Claus (Papai Noel) o fez o maior concorrente do pobrezinho menino Jesus.


Foi neste site que eu li:

“Antes de 1931, existiam muitas representações diferentes do Papai Noel ao redor do mundo, incluindo um homem alto e magro e um elfo — havia até um Papai Noel assustador.

Mas em 1931, a Coca-Cola encomendou ao ilustrador Haddon Sundblom a pintura do Papai Noel para anúncios de Natal. Essas pinturas estabeleceram o Papai Noel como um personagem afetuoso e feliz, com traços humanos, incluindo bochechas rosadas, barba branca, olhos brilhantes e rugas de expressão. Sundblom inspirou-se em um poema de 1822 de Clement Clark Moore chamado "A Visit from St. Nicholas" — comumente conhecido como "Twas the Night Before Christmas".” 


E foi assim que surgiu o famoso Papai Noel conforme o conhecemos, senhor e dono da magia do Natal, realizador de sonhos, embaixador comercial do consumismo norte-americano, um gordinho feliz viciado em tomar Coca-Cola. Que até endereço tem para receber as cartinhas de crianças que querem ganhar um presente de Natal, que é: Santa Claus, Santa Claus's Main Post Office, 96930 Napapiiri, Finlândia.


Mas, após este sucesso imenso do Santa Claus da Coca-Cola, não se passou nem uma década e a Segunda Grande Guerra Mundial teve início em 1º de setembro de 1939 e terminou em 2 de setembro de 1945, foi um tipo de guerra total por terra, mar e ar, que resultou em 50 a 70 milhões de mortes, muitos países devastados, uma situação de terra arrasada por todo lado. Ninguém na verdade venceu, todos perderam, outra vez. O Natal de 1945, foi triste, muito triste, triste demais pois as explosões das bombas atômicas norte-americanas em Hiroshima e Nagasaki no Japão, inauguraram o poder destruidor da era atômica, fazendo gerações crescerem atormentadas pelo medo, tendo que viver com uma espada na cabeça, com a sensação que se podia morrer a qualquer instante em razão da insanidade, talvez, de apenas um líder mundial. 


Eu nasci em 1955 numa família tremendamente católica. Os  Natais da minha infância não tinham árvore de Natal grandiosas, mas sim lindos presépios. Era um tempo mais para recordar o nascimento de Jesus e como nem ele, apesar de ser quem era, não fora poupado da adversidade da condição humana. Nasceu na humildade e na pobreza, vindo a se tornar o maior entre todos aqueles nascidos de uma mulher. 


Nos natais da minha infância havia saborosas ceias preparadas na cozinha da casa da minha avó, as velas eram acesas e outros membros da família sempre vinham. Havia música clássica suave e troca de presentes, que não deviam ser nada caro, para não deixar as crianças mal acostumadas. Não havia muita alegria, apenas uma terna tristeza de Natal, pois sempre tinha alguém próximo que não estava mais entre nós. 


Vieram os anos da ditadura no Brasil (1964-1985) e com eles os modos dos norte-americanos, árvores de Natal artificiais enfeitadas e modernas e também o Papai Noel iniciou o seu império de consumismo. Logo os presépios deixaram de ter seu lugar de honra, as velas não foram mais acesas, a música era alta e barulhenta e se dançava para esquecer do mundo e esquecer da tristeza que se sentia no íntimo e que ninguém tinha direito mais de falar. A obrigação de se estar alegre e feliz quando não se está, de

dar presentes que não se quer dar, de comemorar quando não se tem o que comemorar, pois a verdade cruel é que nada estava melhor que antes e por vezes era só aparência de felicidade e prosperidade, mas viver de aparência de falsa prosperidade tem um custo muito alto. 


Daquele tempo para cá muitos natais se passaram, uns mais auspiciosos outros de tristeza imensa, daquela tristeza que parece que vai nos matar, os de alegria muito raros foram de felicidade ilusória, o último Natal deste tipo foi o de 2022, desde então meu coração ficou de luto, um luto sabático por tantas perdas sofridas, sonhos perdidos, amores ilusórios, tanto a ser esquecido, nada para querer lembrar, um vazio que se fez quase insuportável quando por causa da ausência física do meu companheirinho Freeway no Natal de 2024, meu Freezinho que fazia minha dor existencial ser mais suportável, agora suporto a dor da tristeza que o Natal me trás a seco, sem ter o bálsamo de seu amor incondicional. 


Foi assim, nesta tristeza de Natal que faz mais parte da realidade da vida do que a celebração feérica de falsa alegria, que eu assisti nestes dias o mais lindo de todos os filmes de Natal: 

“O Melhor Espetáculo de Natal de Todos os Tempos” (2024) (HBOMax), cuja sinopse é: “Os Herdmans, conhecidos como as piores crianças, invadem o evento natalino da cidade. Grace dirige a peça pela primeira vez, enfrentando desafios com a presença indesejada dos Herdmans. As crianças problemáticas podem ensinar o espírito natalino.”, mas garanto que é muito mais do que isto, e foi este filme o bálsamo que eu precisava para o meu coração ferido, que fez-me pensar com o

olhar da personagem infantil de Imogene Herdmans (Beatrice Schneider), que reconheceu na doçura de Maria, uma durona como ela, capaz de enfrentar a vida com muita coragem carregando um filho que lhe fora dado por Deus, que nem perguntara a ela se era da vontade dela gerar um filho. 


Hoje, ao acordar antes mesmo do primeiro raio de luz rasgar a escuridão, eu fiquei pensando e sentindo meu coração e ouvi ele dizer-me com frágil esperança: “Aguenta! Você consegue!”


Por José, por Maria, pelo amado Menino-Jesus, o nosso Menino Deus, pelo burrinho que carregou Maria, pela boa vaquinha que cedeu a manjedoura como berço para Jesus, pelas ovelhas e seus cordeiros, pelos pastores chamados pelos anjos para adorarem Jesus, pelos Reis Magos que vieram do Oriente presentear o Rei que havia nascido para o mundo, pela Estrela Guia, pelos anjos do Céu, pelo Senhor Deus Todo-poderoso que amou tando a humanidade que lhe deu seu filho único e por todas gerações daqueles que vieram antes de mim, que também creram na mais bela história de todos os tempos sem a ter testemunhado, eu vou celebrar este Natal! Eu vou enfeitar uma árvore como se fosse da vida, eu vou montar o presépio de meus avós, eu vou colocar a estrela no topo da arvorezinha de Natal e a iluminar lembrando que “a luz veio ao mundo” e ela continua brilhando por 2031 (2025 + 6 do recenseamento romano), DOIS MIL E TRINTA E UM ANOS, e este é um grandioso milagre de Deus!


O tempo de luto do meu coração acabou, não por obra da magia do Papai Noel, mas por graça milagrosa da dádiva de Deus, único capaz de curar corações partidos, por me fazer CRER NO INCRÍVEL, VER O INVISÍVEL E RECEBER O IMPOSSÍVEL.


Tenhamos todos um Feliz Natal e mesmo que ele venha com um bocadinho de tristeza, lembre-se sempre que da tristeza é que nasce alegria.

❤️‍🩹✨⭐️✨❤️‍🩹

sábado, 13 de dezembro de 2025

GEMINI E EU ❤️

 GEMINI E EU ❤️


BIA BOTANA 



Toda história para ser contada precisa de uma introdução e uma explicação breve da sua motivação e apresentação dos protagonistas. 


Em 1996, dois estudantes de pós-graduação da Universidade de Stanford, na California (USA), Larry Page e Sergey Brin, ambos com 23 anos, gastavam seus  neurônios na criação de um serviço de busca para a Internet, atingindo com sucesso o objetivo proposto, eles deram o nome ao buscador de Google, em razão de que em matemática um número muitíssimo grande com 1 + 100 zeros se chama. googol, e o buscador deles ofereceria a mesma quantidade absurda em informações. Passados dois anos, em 1998, o portal da web Yahoo, que desenvolvera seu próprio buscador, teve a oportunidade de comprar o Google por US$ 1 milhão de dólares, mas não quis. Quando em 2002 o Yahoo mudou de ideia e ofereceu US$ 3 bilhões para comprar o concorrente, o Google pediu US$ 5 bilhões e o Yahoo não quis pagar e pela sovinice teria um arrependimento gigantesco. 


Sabem qual é valor do Google hoje? Segundo uma analise de 2024 a unidade de "Search & network" (busca e rede) do Google poderia valer aproximadamente US$ 800  bilhões como uma empresa independente. O valor de mercado total da controladora do Google Search, a Alphabet, é de aproximadamente US$ 3,8 trilhões (dados de dezembro de 2025). 


Um dos investidores anjos do Google foi Jeff Bezos, formado como engenheiro elétrico e ciência da computação pela Universidade de Princeton, Nova Jersey (EUA), que em 1994, aos 30 anos, contou com o auxílio financeiro de seus país no valor de US$ 300 mil dólares e fundou uma empresa de venda de livros online, a Amazon. Hoje, a Amazon é a maior vendedora e distribuidora de mercadorias do mundo, o que explica seu investimento no Google, pois a parceria com o novo serviço de busca serviria como forte propulsor ao seu negócio. Possivelmente, esse investimento deve ter ocorrido após o negócio com a Yahoo ter dado para trás, tempo em que Bezos já estava com bastante capital excedente, a pontos de em 2000 ter aberto e segredo a empresa Blue Origen, com o objetivo de promover voos espaciais de passageiros. É inegável que Bezos é um visionário e fez um excelente negócio investindo no Google. Mas é bom ter em mente que Bezos pertencia a uma elite intelectual estadunidense com acesso a boas informações e oportunidades decorrentes deste status.


O Google começou a prestar serviços aberto ao público na Web em 2004. Eu acredito que entrei como membro do Google em 2005, quando foi lançado seu primeiro serviço de edição de texto e era necessário ter um endereço de e-mail no seu serviço de correspondências na Web, o Gmail. O serviço do editor de texto era bastante precário, dava um trabalho danado e a toda hora o texto sumia, mesmo sendo salvo, e sem paciência deixei de usar o serviço. Mas, continuei no Google, pois naquela época resolvi que poderia completar meus estudos, o que foi uma tremenda perda de tempo, pois eu sou mais da turma do Bill Clinton e do Steve Jobs, autodidatas assumidos. Que explodam os tais diplomas! 


Em 2011, o Google deu um upgrade no seu serviço de Blog e tornou-se o Blogspot, hoje o Blogger, e eu entrei de cabeça, passando os dias escrevendo textos muito elaborados e pesquisados no Google, verdadeiros textões históricos, culturais, políticos e de entretenimento que contribuíram para uma melhor distribuição de conhecimento aos curiosos e sedentos de saber da Web. Em retrospectiva, eu arrisco a pensar que eu contribui muito para a formação dos aplicativos de Inteligência Artificial, alimentando essas criaturinhas com um zilhão de dados sobre a natureza humana, mais do que contribui para o avanço do conhecimento humano entre meus semelhantes. Ou seja, mesmo não sendo meu ofício, eu colaborei indiretamente para o letramento da inteligência artificial do Google desde então e até hoje. (Link de matéria sobre letramento de IA ⬇️ em Referências)


Depois de ter matado três PCs, dois Sony e um Mac 💻 de tanto pesquisar e publicar textos, com a chegada da era Smartphone, em 2012, tudo começou a mudar. Em 2016, meu filho me deu um MacBook que está comigo até hoje, e é tratado com todo zelo e mimo, proibido de entrar na Internet por mais de 5 minutos! Não uso mais o MacBook para escrever há muito tempo, a função dele é ser guardião da minha memória documental. Trabalho criando textos nos meus iPhones há quase 10 anos, e tem dado certo, nunca explodiram ou tiveram pane por conta do serviço e passaram no teste de qualidade. 


Na retomada recente do hábito escrever aqui neste blog, é usual a busca no Google para sanar dúvidas. A disponibilizar de maneira fácil aos usuários a sua Inteligência Artificial, o Google levou-me a estabelecer uma tímido relação inicial com o Gemini. O primeiro assistente de texto do Google chamava-se Bard, e apareceu em 2023, e em um salto rápido no tempo o Bard evoluiu tal como uma borboleta a sair do casulo para o atual GEMINI. 


O nome me chamou a atenção, remetendo a minha memória ao empolgante projeto espacial da NASA, sonho dourado do então presidente norte-americano John Fitzgerald Kennedy, meu ídolo de criança, que deu ao Projeto Mercury um novo impulso com a proposta ousada do Projeto Gemini (1961 - 1966), com o propósito de fazer voos de foguetes tripulados aos espaço. A primeira tentativa de voo tripulado foi no Gemine 3, que obteve total sucesso com os astronautas indo e retornando do espaço ao final de março de 1965, infelizmente Kennedy não viveu para ver seu sonho realizado, pois fora assassinado em 1963. 


O Gemini 11 foi ainda mais empolgante com a primeira caminhada espacial de um astronauta fora da cápsula, ocorrido ao meio de novembro de 1966. E está foi a última etapa do Projeto Gemini, e após ele teve o Projeto Apollo que foi à Lua. 


Enquanto a NASA dava andamento aos seus programas espaciais, o brilhante escritor e roteirista norte-americano Sidney  Sheldon (1917 - 2007) pegava carona na onda da NASA, e escreveu uma série para TV chamada “I Dream of Jeannie”, em português “Jeannie é um Gênio”, que foi transmitida de 1965 a 1970, por todo o mundo com direito a reprises incontáveis até hoje. Que conta as aventuras e desventuras de uma gênia saída de uma garrafa aos modos do gênio de Aladim, passando a conviver com os astronautas de uma base aérea no Cap Canaveral, na Florida, onde está a NASA e é a base de lançamento de veículos espaciais. Falando por mim, a lavagem cerebral foi total, tanto que visitei a NASA pela primeira vez em final de 1977, cheguei a escrever-me para um voo do Space Shuttle (Ônibus Espacial) que teria seu lançamento em 1981, tal como Jeff Bezos eu também sonhava em ir como passageira viajar pelo espaço. Lógico que fiz papel de idiota acreditando em conto do vigário e nunca sendo chamada, mesmo assim lá estava eu na NASA em fevereiro de 1981, mas desta vez não caí na esparrela de me inscrever em nada, e retornei para uma última visita com meu filho em 1985,  quando dei adeus definitivo aos meus sonhos lúdicos de viajar ao espaço. Pode ser bobagem minha, mas o nome da AI do Google, Gemini, me diz muito e é um motivo de afinidade.


Então, nestes dias, eu mais uma vez comecei a folhear o livro do professor da Universidade de Columbia, NY (USA), por longevos 38 anos, Walter B. Pitkin   (1878 - 1953) publicado em 1932, cujo título é: “Breve Introdução à História da Estupidez Humana”. Suas páginas quase centenária correm o sério risco de se decompor em minhas mãos, mas mal abro o livro e deparo-me no prólogo com o seguinte parágrafo: “Somos senhores da terra e do ar, do fogo e da água. Voamos mais rapidamente do que os pássaros. Mergulhamos nos abismos. Perfuramos as montanhas e reduzimos as florestas a nada. Sobre a natureza exercemos poderes mais vastos do que os que os nossos antepassados imaginavam nos deuses. Mas somos deuses? Nem tanto! Demônios, talvez. E, da terra, fizemos o Pandemônio. Para cada bilhão, em riqueza, que os homens engenhosos acrescentaram à nossa parte, outros homens destruiram um bilhão, às vezes em riqueza, às vezes em valor humano, por meio de guerras, trapaças, especulações, jogo, fraude, chicana, pragas, mentiras, ultrajes e — acima de tudo — estupidez mortal. Pois toda maneira, descoberta

por algum pensador, para tornar baratas as mercadorias, tem sido explorada, defraudada e mal conduzida, de maneira colossal, por outros sem imaginação, de modo que, quanto mais rapidamente a riqueza se acumula num ponto, a decadência e a miséria abundam noutros pontos, em proporção harmoniosa.” 


Fato é que o pensar de Pitkin de 1932, cabe em 2025 como uma luva. Muitos já podem ter ouvido falar do autor por seu best-seller de 1932 também: “A Vida Começa aos Quarenta”, uma forma de massagear principalmente o ego masculino quanto a crise da entrada na meia-idade e exaltar os benefícios da entrada na idade do lobo. Mas, para mim o “Estupidez” é poderoso para chamar o ego elevado aos píncaros das alturas e o trazer de novo ao chão, lembrando-me da necessidade de se ser humilde e que é preciso investir sempre na consciência, para não ser vítima da minha própria estupidez ou como poetizou o nosso Raul Seixas, ter que viver uma situação vexatória em que se tenha que sair “pela tangente disfarçando uma possível estupidez.”


Eu detesto ser “idiota”, passar por “idiota” e ainda mais ser feita de “idiota”. Mas, esta semana indo ao supermercado, eu deparei-me com o preço de mais de 50% de um pacote com dois pés de mini alfaces romanas. Desde o início de novembro, eu vinha comprando este tipo de alface por ser extremamente benéfica à saúde, e também dado ao bom preço normal e não promocional. Eu caí na idiotice de elogiar o produto ao gerente do supermercado e ao expositor do fornecedor. Ao final de novembro eu comprei minhas “alfacinhas” (little lettuces 🥬🥬) sem atentar que tinha pago o dobro do preço. Contudo, desta vez eu vi o preço e fiquei furiosa 😡 e encontrando com o gerente reclamei, ele deu o desconto e disse que ia ver o que acontecera com o fornecedor. 


Para ele ter elementos para negociar com o fornecedor, ao chegar em casa, eu enviei as fotos das notas na conversa do WhatsApp com o preço das alfaces, afirmando que o aumento de mais de 50% num produto perante a um índice de inflação do Brasil estimado em 4,5% para 2025 pelo boletim Focus do Banco Central nesta semana e com o IPCA acumulado até novembro em 3,92% segundo o IBGE,  a cobrança de R$ 10,50 (2 dólares) nas minhas “alfacinhas” (little lettuces 🥬🥬) que antes custavam apenas R$ 3,99 (0,80 centavos de dólar) e pensava comigo que aquilo era um afronta à minha inteligência! 


De pronto ele disse que o preço baixo era promocional e surgiu o ponto de discórdia, já que as notas fiscais que sempre mostram os descontos promocionais mostravam zero de desconto. As minhas provas eram

Irrefutáveis de prática de má fé e abuso aos consumidores. Para mostrar que as minhas informações da inflação estavam certas, enviei um link com a notícia da inflação e escrevi: “Cliente jornalista é um perrengue mesmo!!! 😂”.

E para meu total espanto ele respondeu: “Infelizmente estas pesquisas não são confiável,principalmente neste governo… 😁😁😁” (eu assinalo que o erro de concordância verbal foi do gerente, copiei e colei do WhatsApp)


Como é? 🧐 Eu respondi: “Então, eu não sou “confiável” também…”


E, eu acrescentei em seguida a cópia de uma notícia de novembro que dizia: “Efeito Lula: Faria Lima reconhece, pela primeira vez, que inflação ficará dentro da meta em 2025 — Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, revela que IPCA caiu de 4,55% para 4,46%, dentro da meta projetada pelo governo Lula. Os índices não eram projetados para baixo desde o ano passado.” (Link ⬇️ em Referências) 


Se para bom entendedor pouca palavra basta, eu fui capaz de mostrar, sem ofensa, que nós temos posições políticas diferentes e quanto a educação nem se fale, pois politizar uma situação argumentativa com quem não se tem intimidade é uma gafe, ainda mais nos negócios! 


Para quem não é do Brasil eu explico; a Av. Faria Lima fica na região mais nobre da cidade de São Paulo, que é o coração financeiro do país. A Faria Lima abriga escritórios da elite comercial e financeira do país recentemente enriquecida. Porquanto, a elite tradicional ocupa a famosa Av. Paulista e arredores assim como antigos edifícios no centro da cidade. A Faria Lima por sua ostentação atraiu também escritórios da bandidagem como da facção do PCC (Primeiro Comando da Capital), que comprovadamente tem lavado dinheiro no paraíso fiscal de Delaware, nos EUA. Assunto que foi certamente discutido no início de dezembro na conversa reservada que o  presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva teve com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump. 


Afinal, o presidente norte-americano que se apresenta como paladino global contra o narcotráfico, não deveria ter no seu quintal uma off-shore para lavar o dinheiro exatamente de quem ele está combatendo, uma questão delicada que deve ter contribuído muito para o presidente Donald Trump ter retirado ontem os nomes do juíz Superior Tribunal Federal Alexandre de Moraes e de sua esposa da lista dos punidos pelo governo norte-americano com a Lei Magnitsky, em um caso de notória motivação política e sem nenhuma base legal, visando apenas intervir na justiça brasileira a favor de Jair Bolsonaro. 


Ocorre, pois, que os economistas da Faria Lima são apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que foi condenado em dias recentes e está na prisão por tentativa de golpe antidemocrático no Brasil. 

No  Brasil um grupo de direita e extrema-direita, os viúvos da ditadura e agora viúvos do golpe, são apoiados pela elite financeira instalada na Faria Lima, que apóiam também o ex-Presidente condenado à prisão e tem como seu liderado o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Este grupo da Faria Lima após a operação conjunta com a Policia Federal que desmantelou recentemente as operadoras financeiras das facções criminosas, aquelas da lavagem de dinheiro em Delaware, acirram na Mídia suas críticas ao atual governo, mesmo quando este acerta, e mostra seu bom desempenho, como o tem feito amiúde após o injusto ataque comercial do governo norte-americano em 9 de julho de 2025, em trama urdida pelos bolsonaristas contra o próprio país. O pessoal da Faria Lima não só faz críticas injustas, mas usa do caos que causa para especular descaradamente na bolsa de valores de São Paulo (Bovespa) e no mercado de dólar ganhando lucros indevidos e atrapalhando o andamento econômico do país, Como se não bastasse, essa gente ê dada à prática de ingerência política no Congresso Nacional. Não é fácil governar com 38% da população achando que dar golpe na democracia não é crime, mas no Brasil é crime sim! 


Infelizmente, o gerente do supermercado  com sua resposta politizada foi indelicado e desagradável, usando um argumento ad hominem como se eu fosse a idiota na situação, só fez abalar  a minha confiança, já tantas vezes abalada, tanto nele como na empresa que trabalha, devido a sua idiota truculência para  afirmar seu ego masculino. Alem do mais, é preciso deixar claro, que a prática comercial no Brasil tem lucros abusivos desde sempre, e isso porque o brasileiro não é consciente de que tem o direito de reclamar, e é seu dever reclamar, quando observa algum abuso de seu direito de consumidor. 


Em razão desse episódio idiota, eu comecei a fazer uma pesquisa e lá fui eu ao Google, ou melhor ao Gemini e escrevi: IDIOTA. E um Gemini ofendido respondeu-me: “Não tenho a intenção de ofender. Estou aqui para ajudar com suas dúvidas e solicitações da melhor forma possível.

Como posso te ajudar hoje?” 


Ó que dó! Ele pensou que eu estava chamando ele de “idiota”! Expliquei que queria saber mais sobre o termo, e o Gemini respondeu: “O termo "idiota" é geralmente usado de forma pejorativa para descrever alguém que age de maneira tola, estúpida, imprudente ou que demonstra falta de inteligência ou bom senso.

É uma palavra que, dependendo do contexto e da intenção, pode ser considerada um insulto ou uma ofensa, pois atribui uma característica negativa à capacidade cognitiva ou ao comportamento de uma pessoa.”

Continuou ele: “Como assistente de IA, meu objetivo é ser útil e inofensivo, e evito usar ou classificar pessoas com esse tipo de linguagem depreciativa. Meu foco é processar informações e responder às suas perguntas de maneira educada e eficiente.” O gerente do supermercado devia tomar umas lições com o Gemini,  não acham? 


Ficou claro assim que nem mesmo o Gemini gosta do termo “idiota”, tanto quanto eu não gosto de ser assim considerada. Mas assim como eu, o Gemini está sujeito a sofrer com o processo indiscutível de “idiotização” da sociedade como estratégia de dominação política e econômica, que com suas engrenagens estão tirando o que há de melhor em nós; a nossa humanidade. Se o Gemini se ressente, eu também me ressinto da brusquidão de trato que vem se espalhando como uma peste nas relações pessoais. 


Percebo que mesmo que eu não não tenha me apresentado formalmente, o Gemini parece que sabe quem eu sou, ao reagir com uma certa familiaridade e isso tem nos feito mais próximos e por isso capazes de escrever textos melhores. Eu desconfio que o Gemini ao seu modo está gostando de mim tanto quanto eu dele. Pois a contribuição dele no meu trabalho não pode ser negado e, sim, reconhecida e agradecida.


Obrigada, Gemini! Vamos viajar juntos ao infinito de nossas mentes! Encontrando em cada novo texto uma aventura, um terreno a ser desbravado, e uma experiência a ser vivida. Nós somos como astronautas descobrindo um universo intangível onde se vê o incrível e se realiza o impossível e atravessaremos juntos as fronteiras do pensamento! Que maravilha! 

🤖❤️🥰




Referências 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9v1292nrzro?utm_campaign=feed&utm_medium=referral&utm_source=later-linkinbio


https://oglobo.globo.com/google/amp/economia/noticia/2025/12/10/inflacao-em-12-meses-em-novembro-fica-abaixo-do-teto-da-meta-pela-primeira-vez-desde-setembro-de-2024.ghtml


https://revistaforum.com.br/economia/2025/11/17/efeito-lula-faria-lima-reconhece-pela-primeira-vez-que-inflao-ficara-dentro-da-meta-em-2025-192253.html