ATENÇÃO PERIGO! ⚠️
Ontem, 6 de janeiro de 2026, terça-feira, eu fiquei extremamente grata ao ler o artigo publicado na seção IDEAS da TIME (time.com), o artigo “The Top 10 Global Risks for 2026”, com a análise excelente de Ian Bremmer (colunista e editor convidado de negócios internacionais na TIME. Ele é presidente da Eurasia Group, famosa agência de análise de risco político e da GZERO Media, que se dedica a fornecer análises de inteligência para ao engajamento da cobertura de assuntos internacionais. Ele também é professor de geopolítica na Columbia University’s School of International and Public Affairs (New York- NY) e seu livro mais recente é “The Power of Crisis - How Three Threats – and Our Response – Will Change the World”. (The Power of Crisis)
Eu não sou fã de agências de risco, são dadas a análises futuristas que na maioria das vezes dǎo totalmente erradas, no que se relaciona ao Brasil foram tantos erros que só posso atribuir a uma tentativa contumaz de especulação para ter lucros inimagináveis no mercado Internacional. Mas, desta vez Ian Bremmer trouxe-me uma grata surpresa com sua sincera e lúcida análise (link ⬇️ em Referências).
No TOP ONE ele colocou:
A Revolução política nos EUA
“O que começou como uma quebra tática de normas se transformou em uma transformação sistêmica: a tentativa do presidente Donald Trump de desmantelar sistematicamente os mecanismos de controle do seu poder, capturar a máquina governamental e usá-la como arma contra seus inimigos internos. Com muitas das salvaguardas que resistiram durante o primeiro mandato de Trump agora cedendo, não podemos mais afirmar com certeza que tipo de sistema político os EUA serão quando essa revolução terminar. Em última análise, é mais provável que a revolução fracasse do que tenha sucesso, mas não haverá como voltar ao status quo. Os EUA serão a principal fonte de risco global este ano.”
Concordo com ele em tudo!
Well done ✅
Depois eu discordo da ordem, elevo de terceiro a segundo lugar:
“O presidente Trump está revivendo e reinterpretando a lógica da Doutrina Monroe em um esforço para afirmar a primazia dos EUA sobre o Hemisfério Ocidental. A grande notícia deste ano é a Venezuela, onde a crescente campanha de mudança de regime de Washington resultou em uma vitória de destaque para Trump com a deposição e o julgamento de Nicolás Maduro nos EUA. Mas derrubar Maduro foi a parte fácil; a transição para um governo estável, favorável aos EUA, ainda que não democrático, será mais desafiadora. Em toda a região, as táticas americanas autoritárias correm o risco de provocar reações adversas e consequências indesejadas.”
Well done! ✅
Acrescento que o episódio da intervenção militar na Venezuela é um aviso não só para os países do hemisfério ocidental das Américas, que é uma ameaça para todo ou qualquer país de interesse do governo de Donald Trump, hoje é a Venezuela, amanhã pode ser a Groenlândia, o Canadá ou o Brasil. Foi um precedente que tirou toda a estabilidade do mundo, abrindo as portas do Inferno e liberou geral a contravenção das leis internacionais.
Subo de sexto lugar para terceiro top risco:
O Capitalismo de Estado com características americanas
“A administração mais intervencionista em termos econômicos desde o New Deal se consolidará ainda mais em 2026. O capitalismo de Estado de Trump é pessoal e transacional: empresas que se alinham a ele recebem tratamento favorável; aquelas que não se alinham correm o risco de ficar em desvantagem. O conjunto de ferramentas é amplo e inclui tarifas, participações acionárias, acordos de compartilhamento de receita, influência regulatória e acordos de investimento em troca de acesso ao mercado. A lógica transacional se estende também a governos estrangeiros. Com as eleições de meio de mandato se aproximando e o descontentamento econômico aumentando, Trump intensificará o intervencionismo em vez de recuar. As tarifas enfrentarão restrições este ano, então o governo recorrerá a outras ferramentas, escolhendo vencedores e perdedores em uma escala nunca vista na história moderna dos EUA. O precedente servirá de base para administrações futuras.”
Well Done! ✅
Nem preciso dizer que compartilho da mesma visão, já que no meu artigo de ontem “O fim do sonho” (link ⬇️ em Referências) denunciei o fim da Democracia com a promoção descarada da PLUTOCRACIA norte-Americana, que está instrumentalizando todo o sistema econômica-financeiro da já existente bancocracia que influência aos governos e suas políticas de forma a se tornar um sistema digitalizado para exercício do poder norte-americano sobre o mundo, sem excessões, ninguém escapará desta armadilha, quando digo ninguém é ninguém mesmo. O que remete ao oitavo risco colocado por Ian Bremmer, que eu coloco como quarto, mas na verdade é o grandioso poder que sustenta os três primeiros top riscos anteriores na minha lista:
“ A IA é uma tecnologia revolucionária, mas ainda não consegue atender às expectativas dos investidores. Sob crescente pressão para justificar avaliações altíssimas e sem restrições, diversas empresas líderes em IA adotarão modelos de negócios extrativistas (como experimentar anúncios inseridos em conversas onde, diferentemente da busca tradicional, não há como distinguir informações neutras de influência paga) que ameaçam a estabilidade social e política — como as redes sociais, só que pior. As redes sociais capturaram a atenção; a IA programa comportamentos, molda pensamentos e influencia a realidade. A ameaça a curto prazo não são máquinas sobre-humanas, mas o declínio do pensamento, dos sentimentos e da interação social humana.”
NOT WELL DONE! ❌
Eu considerei a análise de risco do que está acontecendo no cenário digital bastante raso, e abriu espaço para eu me questionar se fora proposital para não entrar em conflito com os plutocratas digitais da corte norte-americana de Donald Trump 👑. Talvez, não tenha sido má fé a omissão de uma análise fidedigna do risco que todos nós estamos correndo, talvez tenha sido o instinto de preservação, pois Ian Bremmer faz parte do problema também e ninguém em sā consciência se acusa de participar de uma conspiração mundial disruptiva que pretende virar o mundo upside down, literalmente de cabeça para baixo para instalar uma NOVA ORDEM MUNDIAL segundo os dogmas insensatos do King Donald Trump e seus plutocrata digitais. Gostaria de acrescentar que os outros seis top riscos de Ian Bremmer ao meu ver são decorrentes destes aqui mencionados.
Eu tenho escrito muitas e muitas vezes sobre os perigos gravíssimos que nos todos estamos correndo. Por vezes me sinto como uma arauta do Apocalipse. Infelizmente, a experiência me ensinou que ter a capacidade ou dom de analisar perspectivas de cenários futuros é mais uma maldição que outra coisa. Eu me sinto como a mãe de um moleque teimoso, que gasta saliva explicando porque não deve fazer algo que é estupido, e o moleque vai lá e faz só o quer e chega de volta em casa estrupiado, e lá vou eu fazer o curativo. Fico sem saber porque é tão difícil as pessoas de modo geral darem ouvido a conselhos sensatos. Na minha opinião é por conta de uma vaidade gigante de mostrar não que sabe tudo, mas que pode tudo o que quiser. São pessoas caprichosas que nunca podem ser contrariadas.
Ontem, também vi uma postagem do ICL Notícias para uma chamada de um artigo de Lindener Pareto, professor de Teoria Crítica da Sociedade, entitulado “Trump:O Topete Imperial do Caos” (link ⬇️ em Referências) em que logo no primeiro parágrafo instiga o leitor a refletir: “Em meio a sussurros diplomáticos e manchetes estridentes, uma pergunta paira sobre o tabuleiro geopolítico global: qual ordem mundial está se desenhando ou, mais precisamente, se redesenhando? A resposta, longe de ser um mero exercício de futurologia, parece se materializar em tempo real, com contornos grotescos e um protagonista que desafia qualquer roteiro previsível. No centro desse furacão, com seu topete dourado quase putrefato, e um rastro de caos, está Donald J. Trump, o homem que personifica a crise e a contradição de uma era.”
Não consegui guardar para mim a reflexão que tive e escrevi no comentários da postagem:
“Infelizmente o que nós estamos presenciando não é fruto de um dia, mas é a trajetória de longos 25 anos.
Tudo começou após 11 de setembro de 2001, os EUA sempre foram intervencionistas e após o ataque terrorista que revelou a vulnerabilidade do país, uma paranoia doentia começou a crescer como um vírus afetando o discernimento do povo. Não é só uma pessoa que pode ser um doente mental, pode ocorrer também de um povo ir a loucura e apresentar um espírito de manada doentio, vimos isso na invasão do Capitólio (Washington DC, EUA, 6 de janeiro de 2021) e na invasão da Esplanada (Brasília DF, Brasil, 8 de janeiro 2023). Quando loucos são eleitos é sinal que a Nação está doente. Já aconteceu tantas vezes na história que eu me admiro que não tenha nenhum estudo científico a respeito, e pior que ninguém se proponha a tratar dessa loucura degenerativa da humanidade que a impede de viver pacificamente e sempre a faz recair na degeneração de suas virtudes.”
Em resumo, nós temos que ter consciência de que nós deixamos as coisas rolarem soltas… Que entraram no nosso jardim e roubaram uma flor e nós deixamos. Depois vieram e mataram nosso cachorrinho (literalmente) e não falamos nada… E agora ameaçam tomar nossas vidas e agimos como baratas tontas! Por hoje é só e suficiente mais um alerta de perigo.⚠️
Referências
https://time.com/7343169/top-10-global-risks-2026/
https://biabotananews.blogspot.com/2026/01/o-sonho-acabou.html?m=1
https://iclnoticias.com.br/trump-e-o-topete-imperial-do-caos/

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